Quarta-feira, 29 de junho de 2016 - 14h34
Tiplam dobra capacidade de armazenamento de enxofre
O novo pátio terá possibilidade estática para armazenar 66 mil toneladas de enxofre

O novo pátio para armazenamento de enxofre do Terminal Integrador Portuário Luiz Antonio Mesquita (Tiplam), em Santos, foi inaugurado em junho pela VLI, empresa que integra soluções logísticas entre portos, ferrovias e terminais. O novo local vai dobrar a capacidade atual do terminal para armazenar o produto.

A entrega do novo pátio de enxofre foi mais uma etapa de ampliação do Tiplam, uma das maiores obras portuárias privadas hoje em curso no Brasil. Em abril, o terminal recebeu dois novos carregadores de navios. Iniciado em 2013, o projeto está 84% concluído e tem previsão para ser entregue integralmente em 2017. Os investimentos giram em torno de R$ 2,7 bilhões.

O novo pátio terá possibilidade estática para armazenar 66 mil toneladas de enxofre. Atualmente, o terminal já opera um armazém de enxofre com espaço estático para 60 mil toneladas.

Além de expandir a capacidade de armazenagem e movimentação de enxofre e fertilizantes, produtos atualmente escoados por importação, o Tiplam também está sendo capacitado para a exportação de grãos e açúcar.

Com a finalização das obras em 2017, o volume anual do terminal portuário saltará de 2,6 milhões de toneladas para 14,5 milhões, acrescentando 12 milhões de toneladas de capacidade ao sistema portuário de Santos.

Para as próximas etapas de conclusão do Tiplam, estão previstas entregas de quatro novos armazéns: dois para grãos, um para açúcar e um outro flex, que pode ser usado tanto para grão quanto para açúcar. A estrutura de ampliação do terminal também prevê mais três berços de atracação, um para embarque de açúcar, um para grãos e um para descarga de fertilizantes.

O Tiplam é uma das partes que integram o plano de negócio da VLI, que prevê investimentos de R$ 4 bilhões no corredor Centro-Sudeste. Além da ampliação do terminal em Santos, os recursos foram aplicados na construção de dois terminais intermodais em Guará, no interior de São Paulo, e Uberaba, no triângulo mineiro, na compra de material rodante e em melhorias na infraestrutura da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA).