Segunda-feira, 15 de julho de 2019 - 10h37
Docas do Rio de Janeiro estuda calado dinâmico em Itaguaí
Trabalhos de medição estão sob responsabilidade da australiana OMC International

A Companhia Docas do Rio de Janeiro (CDRJ) contratou um estudo para a implementação do calado dinâmico no Porto de Itaguaí. Estima-se, com isso, um ganho médio de até 1 metro sobre o atual calado máximo de 17,8 metros, além de mais agilidade no uso do canal de navegação na Baía de Sepetiba. Outro objetivo do projeto é oferecer mais segurança de navegação com um calado maior.

Os trabalhos estão sob responsabilidade da empresa australiana OMC International, que já realiza as medições nas manobras do porto a fim de implementar a demonstração do sistema conhecido por DUKC (sigla em inglês para Dynamic Underkeel Clearance). Os estudos de viabilidade de adoção do sistema foram iniciados no último dia 3 de julho e a previsão é de que estejam concluídos até o dia 20.

Divulgação
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O DUKC é um sistema de monitoramento que analisa como os diversos fatores ambientais afetam o comportamento de cada embarcação para calcular o calado operacional máximo em cada manobra. A implantação da ferramenta assegura que as embarcações, mesmo sob condições meteorológicas e oceanográficas adversas, irão manter uma profundidade segura entre a quilha e o canal de navegação.

Uma série de variáveis são consideradas, como tipo de navio, velocidade, marés, ventos, correntes, ondas, salinidade, afundamento pela velocidade e trajeto da embarcação no canal. Todas essas informações e mais os dados de batimetria e características do canal são processados em tempo real, gerando um modelo que permite apresentar o calado máximo em cada situação, considerando o deslocamento vertical do navio em movimento, sem o comprometimento da segurança da navegação. Esse monitoramento facilita a tomada de decisão quanto à entrada e saída de navios.

O uso dessa tecnologia também traz benefícios econômicos, uma vez que permite otimizar a capacidade de carregamento nos navios, reduz a sobrestadia das embarcações no porto e maximiza a operação no canal a partir do incremento das janelas de entradas e saídas.