Segunda-feira, 13 de janeiro de 2020 - 11h11
Porto de Paranaguá realiza a primeira operação de exportação de DDGS do Brasil
Produto utilizado para a fabricação de etanol é resultado do processamento do milho

Na penúltima semana de dezembro, o Porto de Paranaguá (PR) realizou, pela primeira vez, o embarque de um produto chamado dried distillers grains with solubles (DDGS, ou grãos secos de destilaria com solúveis). Trata-se de um coproduto resultante do processamento do milho, que é utilizado para a fabricação de etanol.

A operação foi um teste para a entrada do produto na rotina das exportações paranaenses a granel. Nesse primeiro lote, 27,5 mil toneladas do farelo foram levadas ao Reino Unido pelo navio Interlink Acuity.

“O produto é novo e Nunca foi exportado pelo Porto de Paranaguá”, destaca o diretor de Operações, Luiz Teixeira da Silva Junior. “Ficamos animados quando a demanda surgiu e, mais ainda, quando a operação foi confirmada. É uma oportunidade de ampliação de negócios não apenas para o porto e para os operadores, mas também, para a indústria do estado”, completa o presidente da empresa pública Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

Divulgação

A carga foi armazenada no terminal da Cimbessul, em uma área segregada, como exigido pelo comprador, depois de ser descarregada por 700 caminhões. O DDGS foi produzido em Sinop (MT) pela Inpasa Agroindustrial. A empresa chega a processar 3,6 mil toneladas de milho por dia, produzindo 1,5 milhão de litros de etanol e mil toneladas de DDGS diariamente.

“Estamos animados por abrir esse mercado exportador no Brasil”, comemora Eliane Montanheiro, responsável pelo departamento Logístico da Inpasa. Segundo a própria companhia, atualmente o mercado de DDGS é dominado pelos Estados Unidos, que chegam a exportar cerca de 40 milhões de toneladas por ano.

A Inpasa pretende abrir uma segunda unidade em Nova Mutum, também no Mato Grosso, que deve ser inaugurada no segundo semestre de 2020, agregando à sua produção mais 750 toneladas de DDGS por dia. A empresa conta ainda com outras duas unidades no Paraguai, que já exportam pelo país vizinho.

Valmir Pedro Adamante, diretor executivo da Cimbessul, afirma que vários países já demonstram interesse pelo produto, pois o DDGS já vai processado e pronto para o consumo. “Vai ser um negócio interessante, que vai competir com o mercado de farelo de soja e vai crescer muito”, indica.