Sexta-feira, 26 de junho de 2020 - 9h16
Repom divulga números do estudo Índice de Frete e Pedágio
De janeiro a maio foram analisadas 1,5 milhão de viagens e crescimento de 5,3% no volume de frete

A Repom, marca da Edenred Brasil que fornece soluções de gestão e pagamento de despesas para frota própria e terceirizada, divulga os resultados de mais uma edição do Índice de Frete e Pedágio Repom (IFPR), estudo que atualiza mensalmente o cenário do frete rodoviário e também das passagens nas praças de pedágios das principais rodovias brasileiras.

Ao todo, 1,5 milhão de viagens foram analisadas de janeiro a maio de 2020 e o estudo revela dados comparativos sobre a atual situação do frete no Brasil. Levando em consideração os fretes referentes às atividades de indústria e varejo, no período de janeiro a maio houve um crescimento de 5,3% em relação a 2019, porém se compararmos maio com o período pré-pandemia (janeiro e fevereiro), houve um recuo de 9,1%

“Se analisarmos os primeiros cinco meses do ano, tivemos um incremento considerável frente ao mesmo período do ano passado. Isso reforça as tendências de que 2020 apresentaria melhores números em relação ao frete”, diz o head de Mercado Rodoviário da Edenred Brasil, Thomas Gautier. O executivo completa dizendo que a projeção para o restante deste ano segue ainda indefinido, aguardando as retomadas econômicas anunciadas por governos e municípios, sua efetividade e reaquecimento da economia brasileira.

O cenário de queda muda quando o estudo avalia os fretes advindos do agronegócio. Os números relativos ao mês de maio são 21,2% maiores que o mesmo mês em 2019. Se comparados os períodos de janeiro a maio essa diferença é de 8,2%, ante os cinco primeiros meses do ano passado. O mesmo comportamento de crescimento também se observa nos fretes para as cidades portuárias. Em maio houve um crescimento de 21,1%, frente a maio de 2019 sendo que só a rota de Mirituba (PA) teve 55% de aumento. Já de janeiro a maio o crescimento é de 24,2%.

“Quando falamos dos fretes referentes à atividade do agronegócio, assim como os que fazem parte das rotas portuárias, o cenário é muito diferente. Houve crescimento, porém é importante levarmos em consideração o fato de que esses dois segmentos não foram tão impactados, uma vez que o agronegócio estava em pré-safra durante a pré-pandemia, o que ajuda a justificar o cenário de alta e a força do setor para a economia brasileira”, afirma Gautier.

Pedágios

A última divulgação do IFPR também revelou dados sobre o fluxo de passagem nas praças de pedágio das principais rodovias do país. De acordo com o estudo, que analisou mais de 17 milhões de passagens de janeiro a maio de 2020, houve um recuo de 30% nos últimos dois meses, em comparação ao período de pré-pandemia. O mês de maio, especificamente, teve uma queda de 27%, ante o período anterior à crise, porém, em relação a abril houve um discreto aumento de cerca de 3%, o que pode sinalizar uma retomada tímida de crescimento.

Ao analisar a situação nas rodovias o recuo também chama atenção. Com exceção de algumas rodovias de São Paulo, que chegaram a ter recuo entre 15% e 20%, nas primeiras semanas de maio, as demais rodovias avaliadas apresentaram recuo acima dos 30%, como a BR-116, que chegou a ter baixa de 39%. Importante lembrar que o estudo também diferencia o tráfego por veículos leves e médios que registraram recuo de 36% e veículos pesados, com recuo menor, na casa dos 15%.

“Houve impacto também nas praças de pedágios do Brasil, mas o que pudemos perceber é que o recuo foi maior no número de passagens do que no número de veículos, o que nos leva a crer que as viagens ou trechos estão ficando menores. Ou seja, os veículos estão fazendo viagens mais curtas, certamente resultado do cenário atual de crise”, pontua Gautier.

Com exceção de Mato Grosso, cujo movimento é diretamente impactado pelo agronegócio, o que propiciou um aumento mínimo de 16,9% na semana de 17 a 23 de maio e máximo de 22,5% entre 24 e 30 de maio, todos os outros estados apresentaram comportamento de baixa no geral de maio para passagens em praças de pedágio. O maior recuo aconteceu no Rio de Janeiro e no Paraná, ambos com queda de 30%, seguidos de Minas Gerais com 27% e São Paulo com 23%.