Quinta-feira, 20 de agosto de 2020 - 9h26
T4S amplia a aplicação de blindagem elétrica em veículos de carga
Companhia equipou, entre os meses de junho e julho, 1.200 caminhões; média mensal era de 300 ativos

A T4S, empresa paulista que comercializa uma solução para blindagem elétrica de veículos pesados de carga e que também utiliza tecnologia de bloqueio inteligente e sem fio, anuncia que em meio à crise gerada pela pandemia do coronavírus reforçou sua atuação, uma vez que o número de ocorrências de tentativas de violações aumentou.

A blindagem elétrica consiste na colocação de painéis energizáveis que revestem todas as faces internas do baú do caminhão. A eletrificação só é ativada caso haja tentativa de violação do baú ou por comando remoto via central de monitoramento. Dessa forma, a descarga do choque ocorre somente em situação de roubo comprovada pela tecnologia embarcada. A tensão disparada não é letal, mas suficiente para manter os criminosos longe da carga.

Divulgação

Segundo o CEO da T4S, Enrico Rebuzzi, apenas entre os meses de junho e julho a companhia equipou mais de 1.200 caminhões, quando a média mensal, de janeiro a maio, era de 300 veículos.

O idealizador da blindagem elétrica, Tarcísio Caddah, ressalta que a média de tentativas de roubo de caminhões entre janeiro e abril deste ano era de dois veículos por mês. “Somente em maio, foram 12 tentativas sobre a frota equipada com a tecnologia da T4S. Em todos os casos, cargas e caminhões foram salvos, encontrados pelas forças policiais próximos ao local da abordagem, e intactos”, diz.

Ele destaca, ainda, que as inovações tecnológicas também aumentam a segurança dos caminhoneiros, uma vez que os bandidos evitam fazer abordagens a esses veículos por não conseguirem desarmar as soluções. Essa dificuldade aumenta o risco de serem pegos e potencializa a desistência dos meliantes.

De acordo com a empresa, a tecnologia também já trouxe mudanças para a indústria de seguros. O fato de o caminhão estar equipado com a blindagem elétrica e o bloqueio T4S implica em flexibilizações no plano de gerenciamento risco, como o limite do valor de carga embarcado por viagem.