Terça-feira, 3 de agosto de 2021 - 12h32
Rumo inaugura Terminal Rodoferroviário de Rio Verde
Empresa investiu R$ 390 milhões na construção desta fase do terminal para operação de grãos e farelo de soja; trecho conta com 200 quilômetros

A Rumo inaugurou no último dia 27 de julho o Terminal Rodoferroviário de Rio Verde (GO). A empresa investiu R$ 390 milhões na construção desta fase do terminal para operação de grãos e farelo de soja. O trecho de aproximadamente 200 quilômetros de trilhos entre o terminal de Rio Verde e o terminal de São Simão (GO), inaugurado em março, está em fase de comissionamento de operação.

De acordo com o vice-presidente comercial da Rumo, Pedro Palma, a concessionária está atendendo uma expectativa do Sudoeste goiano que começou em 1986, quando a região passou a vislumbrar a ferrovia como uma opção logística por conta da Ferrovia Norte-Sul. O investimento está alinhado ao fato da região já despontar como uma importante fronteira agrícola na produção de grãos, farelo de soja e biocombustíveis, como etanol de milho.

“A ferrovia é um indutor de desenvolvimento – além de escoar a produção agrícola para o Porto de Santos (SP), no retorno levará fertilizantes para as fazendas. Na área de líquidos, o plano é descer etanol para Paulínia (SP) e voltar com vagões-tanques carregados com diesel e gasolina”, afirma Palma.

Denominado Bandeira branca, o terminal atenderá qualquer empresa interessada na logística ferroviária e vai operar em regime de pool para cada segmento de produto movimentado, o que reduz custos e eleva a produtividade do transporte.

Unidade

A companhia afirma que a eficiência operacional é o principal diferencial da nova unidade. Concebido como um projeto 100% green field, sua engenharia viabilizou processos de recebimento e carregamento de alta capacidade e velocidade.

“O terminal de Rio Verde será um dos mais produtivos e eficientes da companhia em todo o Brasil. O terminal será eficiente desde o recebimento rodoviário até a expedição ferroviária, com capacidade de carregar um trem de 120 vagões em menos de 8 horas”, explica o vice-presidente comercial da Rumo.

Operando 24 horas por dia e sete dias por semana, conta com acessos rodoviário e infraestrutura ferroviária, além de armazéns, silos, moegas e estruturas de recebimento rodoviário e carregamento ferroviário com o mais moderno sistema de automação. Nesta fase, a unidade vai movimentar soja, milho e farelo de soja, com uma capacidade projetada de 11 milhões de toneladas por ano, para atendimento de todo o estado de Goiás e o leste do Mato Grosso.

Nessa primeira etapa, o terminal de grãos irá operar em fase de comissionamento e, em paralelo, está em curso a obra do terminal de fertilizantes, desenvolvido em parceria com a Andali, e que tem previsão para começar a operar no primeiro semestre de 2022, com uma capacidade de 1,5 milhões de toneladas por ano.

Para o carregamento ferroviário, o terminal conta com uma tulha com capacidade para 3 mil toneladas por hora, o que permite carregar um trem de 120 vagões em menos de 8 horas. Já no recebimento rodoviário, são oito tombadores, sendo seis para grãos e dois para farelo.

Malha central

Em março de 2019, a Rumo arrematou em leilão os tramos central e sul da Ferrovia Norte-Sul (FNS), ainda com obras para serem finalizadas. O contrato de subconcessão foi assinado em julho daquele mesmo ano, em Anápolis (GO). Com duração de 30 anos, o contrato compreende 1.537 quilômetros entre Porto Nacional (TO) e Estrela D'Oeste (SP), que a Rumo denominou Malha Central.

Para começar a torná-la operacional, a companhia investiu no ano passado R$ 711 milhões em obras de infraestrutura, terminais e material rodante. As obras executadas incluem a construção de quatro pontes entre os estados de Goiás, Minas Gerais e São Paulo; um pátio de ligação em Estrela D´Oeste; e a implantação dos trilhos que restavam para conectar esses três estados.

Divulgação

A Malha Central tem um papel estratégico para a Rumo, pois permite o acesso a novos mercados e aumenta a eficiência do atendimento prestado pela concessionária aos clientes, agregando terminais de transbordo em novas geografias.

Três terminais já foram projetados para atender a região sudoeste de Goiás, o leste de Mato Grosso e o Triângulo Mineiro, localizados nas cidades de São Simão, Rio Verde e Iturama (MG). O Terminal de São Simão foi o primeiro a ser inaugurado em março deste ano, para atendimento de grãos e farelo de soja. A infraestrutura em Iturama, para atendimento do mercado de açúcar, está sendo conduzida pela Usina Coruripe, com previsão de conclusão para o primeiro semestre de 2022. Há ainda um terminal da Brado, que responde pelas operações de contêineres da companhia, em construção na região metropolitana de Imperatriz (MA). E novos terminais estão sendo estudados para atender as regiões Norte de Goiás e sul de Tocantins.