Quarta-feira, 15 de setembro de 2021 - 2h25
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A JDE Peet’s não teme a inflação dos custos da cadeia de suprimentos conforme a crise do café no Brasil se aproxima

O fabricante de chá e café JDE Peet’s reportou as receitas do 1º semestre de 2021, que aumentaram 0,5% na comparação anual em uma base reportada. As vendas domésticas melhoraram no período de seis meses, mas as vendas dos restaurantes permaneceram inalteradas à medida que os bloqueios relacionados à pandemia iam e vinham em diferentes países em taxas diferentes.

No entanto, uma tendência universal foi a inflação dos preços do café. O CEO da JDE Peet’s, Fabien Simon, observou que “muitas matérias-primas e materiais de embalagem, mas também os custos de distribuição, começaram a ter aumentos de preços substanciais e atingirão a demonstração de resultados da empresa na segunda parte deste ano”.

Embora a empresa não pareça estar excessivamente preocupada devido aos “aumentos ou reduções nos preços ao consumidor, tende a ocorrer uma defasagem de cerca de 2 a 3 trimestres da inflação dos preços das commodities” e devido ao “consumo de café no varejo não ser menor do que nos anos anteriores apesar da inflação de preços ao consumidor, de quase 14% a 15%”.

   

A inflação dos preços dos alimentos, conforme discutido na pesquisa de 12 de julho pela Panjiva, tem sido uma tendência comum no fornecimento de alimentos e bebidas em 2021 e é em grande parte resultado de condições climáticas extraordinárias.

As condições extremas da seca no Brasil já vinham afetando a oferta de café, incluindo o corte das exportações de café da JDE Peet’s em maio. Segundo a agência de notícias Reuters, essa situação pode piorar com as geadas fora de época no Brasil, que podem prejudicar a safra do próximo ano.

A análise da Panjiva dos dados da OIC mostra que as exportações globais de café, na verdade, melhoraram 3,7% na comparação anual em junho. Isso pode ser reflexo de uma comparação com o período em que muitas cafeterias e restaurantes fecharam e também da retirada de suprimentos de fora do Brasil. Os embarques do Brasil caíram apenas 1,3%, enquanto que no México aumentaram 41,1%, sendo os maiores embarques desde pelo menos 2015.

 

México e Indonésia compensam a queda de café no Brasil

México e Indonésia compensam a queda de café no Brasil
Os segmentos do gráfico mudam nas exportações globais de café, por origem. Cálculos baseados em dados da Organização Internacional do Café. Fonte: Panjiva
 

A queda nos embarques do Brasil esconde um desempenho muito diferente dos grandes compradores de café. Isso provavelmente reflete o posicionamento das diferentes empresas em serviços de alimentação versus produtos de consumo doméstico.

Os dados de Panjiva mostram que as exportações brasileiras vinculadas à JDE Peet’s caíram 6,1% na comparação anual em junho, o que prolongou uma retração em maio e deixou os embarques 13% abaixo dos níveis de junho de 2019. Os embarques associados à JM Smucker declinaram rapidamente, 27,9% na comparação anual em junho, revertendo um aumento anterior. Porém, ainda assim, foram 5,9% melhores quando comparadas às exportações de junho de 2019. A Starbucks provavelmente experimentou a expansão mais rápida em junho, na comparação anual, com um aumento de 201,9%, embora isso provavelmente reflita a recuperação da demanda de serviços de alimentação e as exportações ainda fossem apenas metade do que eram em junho de 2019.

 

Compras brasileiras da JDE Peet’s apresentam recuo

Compras brasileiras da JDE Peets apresentam recuo
O gráfico segmenta as exportações brasileiras de café por consignatário. Fonte: Panjiva
 

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