Segunda-feira, 6 de fevereiro de 2006 - 11h53
Águia Sistemas foca investimentos na eliminação de gargalos e quase dobra capacidade produtiva

A Águia Sistemas, empresa especializada na fabricação de equipamentos para movimentação e armazenagem, acaba de concluir um ciclo de investimentos iniciado no começo de 2005, no qual foram consumidos recursos da ordem de R$ 9 milhões, e que possibilitaram à empresa aumentar sua capacidade produtiva em cerca de 80%. Segundo Rogério Scheffer, diretor -presidente da Águia Sistemas, os investimentos foram focados primordialmente em três áreas, que representavam gargalos para a empresa: as linhas de pintura e de corte e o espaço físico das instalações.

Na linha de corte foi integrada uma nova máquina de corte longitudinal de chapas planas (Sliter); uma blanqueteira – equipamento de corte transversal contínuo de precisão – e uma máquina de corte automático de tubos. Também foi montada uma nova linha de pintura, mais flexível e econômica, e incorporadas duas perfiladeiras e uma pontadeira automática, equipamento de solda por indução. As instalações da área de expedição da empresa foram ampliadas em 3.000 m2.

A nova linha de pintura entra em funcionamento agora em fevereiro e consumiu cerca de R$ 2,5 milhões. Os equipamentos da linha de corte foram entregues em agosto de 2005 e custaram por volta de R$ 3,5; e a ampliação do espaço físico, concluída em dezembro, saiu aproximadamente por R$ 1,5 milhão. Além disso, também foram realizados investimentos em desenvolvimento e tecnologia. “Esse investimento possui um aspecto de produtividade e, conseqüentemente, de competitividade. Você produz mais e mais barato. Todo o projeto está relacionado a um desenvolvimento estratégico geral da empresa. A expectativa agora é grande”, afirma Scheffer.

A Águia Sistemas pertence ao Grupo ASA Participações, que congrega empresas com atividades em infra-estrutura de logística, reflorestamento e produtos químicos,e possui um faturamento anual de R$ 180 milhões. Em 2003, o grupo investiu R$ 3,3 milhões em uma caldeira de óleo térmico. O equipamento gera energia a partir da queima de resíduos de madeira da subsidiária Águia Florestal. Isso permite que a Águia Química e a Águia Sistemas (as três subsidiárias estão instaladas no mesmo local) utilizem essa energia em suas linhas de produção. Além de reduzir custos, a iniciativa é ecologicamente responsável, à medida que transforma resíduos que seriam descartados em energia para produção, eliminando um passivo ambiental.

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