Quinta-feira, 23 de novembro de 2006 - 16h59
Poli desenvolve simulador para manobras de navios

Ferramenta mostra os movimentos de avanço, deriva e guinada das embarcações a fim de avaliar a viabilidade das operações nos portos

Tornar mais seguras e eficientes as manobras dos navios no momento de atracar nos portos. Com este objetivo, pesquisadores do Departamento de Engenharia Naval e Oceânica da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli/Usp) desenvolveram um simulador digital. O novo software já foi utilizado para simular operações nos portos de Santos e Vitória.

De acordo com o professor-doutor do Departamento, Jessé Rebello, o programa é capaz de simular os movimentos horizontais das embarcações – avanço (para frente e para trás), deriva (para os lados) e guinada (rotação). Para realizar a simulação, o programa leva em conta as características do casco (dimensões, forma e peso), do leme (tamanho posição e velocidade de posicionamento) e dos propulsores, além da ação de rebocadores, do vento e da correnteza.

Desenvolvido desde 1989, o simulador é composto por um programa de computador constantemente aperfeiçoado. A mais recente alteração permite que sejam realizadas simulações de manobras em águas rasas e restritas, como canais e baías. De acordo com Rebello, a utilização do simulador pode solucionar e auxiliar na tomada de decisões. “Existe a possibilidade de o usuário avaliar a viabilidade de operar com um navio em um determinado terminal, dimensionar áreas e profundidades de drenagem em canais de acesso a portos e bacias de evolução – área onde os navios manobram para atracar – e verificar a possibilidade de reduzir as restrições de operações em um dado terminal”, cita.

Quanto à comercialização do produto, o professor defende uma tese. Segundo ele, este tipo de simulador é usualmente empregado dentro de estudos realizados para solucionar algum tipo de problema. “Normalmente, não há interesse em adquirir uma cópia do simulador, pois sua utilidade está diretamente ligada ao seu emprego dentro de uma metodologia definida caso a caso, ou seja, tendo em vista responder a uma ou mais questões colocadas pelo interessado”, explica.

As empresas interessadas em adotar a ferramenta devem entrar em contato com a Poli. A Instituição fará a análise do caso e prestará um serviço comercial.

www.poli.usp.br