Sexta-feira, 28 de setembro de 2007 - 16h44
Portos de Santos e Cotonou selam acordo

Parceria tem como meta fomentar a troca de informações entre os terminais

O diretor-presidente da Companhia Docas do estado de São Paulo (Codesp), José Di Bella Filho, e o diretor geral do Porto Autônomo de Cotonou, da República do Benin (África), Christophe Aguessy, assinam na próxima terça-feira, dia 2 de outubro, um acordo de cooperação.

A iniciativa visa estabelecer um plano permanente que possibilite a troca de informações sobre tráfego portuário, segurança em instalações portuárias e navios e novos métodos e procedimentos em gestão de exploração. O acordo prevê, ainda, a criação de um Comitê de Tráfego Interportuário que terá como finalidade propor medidas para consolidar a parceria.

Segundo Aguessy, uma parceria como a estabelecida por estes dois portos está sendo estimulada como política de governo do país africano. Para ele, um porto que pretende ser moderno e eficiente não pode negligenciar os benefícios que a abertura aos outros portos pode trazer. E esta não é a primeira ação deste tipo realizada pelo porto africano. Os portos de Marselha (França), Las Palmas (Espanha), Antuérpia (Bélgica) e Hamburgo (Alemanha) integram o elenco de parceiros de Cotonou.

Perfil do novo parceiro

Responsável por 90% das trocas comerciais do Benin com o mundo, o Porto de Cotonou trabalha com o objetivo de consolidar as experiências junto a outros terminais de maior movimentação e realizar reformas que viabilizem o futuro de suas operações, em especial com portos do hemisfério sul.

Para isso, além de acordos de cooperação, o porto aposta em sua posição geográfica. O Benin, cuja capital é Porto-Novo, tem sua  sede de governo fixada em Cotonou,  situa-se na região centro-oeste da África, fazendo fronteira ao norte com Burkina Faso e Níger, a leste com a Nigéria, a oeste com Togo e ao sul com o Golfo da Guiné. E os desafios para viabilizar as intenções do país são grandes. A estabilidade política, o profissionalismo dos operadores e capacidade de operar as reformas necessárias para incrementar o transporte marítimo são imprescindíveis, caso contrário o porto terá dificuldades para se inserir no mercado global.

Entre os produtos exportados pelo país destacam-se o algodão, o petróleo e produtos derivados da palma e cacau. Países como China, Indonésia, Índia, Níger, Togo, Tailândia, Nigéria, França, Gana, Costa do Marfim, Reino Unido, Bélgica, Holanda, Estados Unidos, Marrocos, Portugal e Brasil são os principais parceiros comerciais do Benin.

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