Sexta-feira, 13 de maio de 2005 - 16h32
Luft Agro amplia armazéns

A Luft Agro, unidade do grupo Luft que provê soluções logísticas para empresas que comercializam defensivos agrícolas, está investindo na ampliação da infra-estrutura de seus armazéns. Serão construídos três grandes centros de distribuição da unidade na região centro-sul do País.

Em junho, está prevista a inauguração do armazém de Goiânia, com 2,5 mil m², que substituirá o centro de Rio Verde (GO). Ainda em junho, Porto Alegre receberá uma estrutura de 3 mil m², maior que o armazém atual. Cuiabá também está nos planos da Luft Agro: em julho a cidade recebe um centro de distribuição de 12 m², que ocupará o lugar do armazém instalado em Várzea Grande (MT). As operações dos novos armazéns serão monitoradas pelo sistema WMS (Warehouse Management System na sigla em inglês, ou sistema de administração de armazéns). Outros projetos são a verticalização dos estoques e a criação de locais apropriados para a armazenagem de produtos inflamáveis.

Segundo José Carlos Bruno, diretor de Logística da Luft Agro, a expansão se deve ao fato de que, no ano de 2004, a unidade operou perto do limite de sua capacidade instalada. "Como a venda de defensivos agrícolas está fortemente concentrada no segundo semestre, principalmente de setembro a novembro, todo o investimento em instalações e equipamentos são realizados no primeiro semestre", diz Bruno.

Outro fator é que os clientes da Luft Agro estão projetando crescimento acentuado para este ano, devido ao final da seca que castigou a Região Sul do País e o Sul do Mato Grosso do Sul, à cotação do dólar e ao preço no mercado internacional dos principais itens exportados pelo agronegócio, como o da soja e do algodão. Para dar conta do volume de produção, a unidade deve estar com instalações apropriadas.

O diretor de Logística da unidade declara que o crescimento da demanda foi da da ordem de 50% em paletes estocados, e 20% em paletes movimentados. Para o ano de 2005, a projeção de crescimento no volume de negócios é de 25%. "Se analisarmos o prazo imposto para o início da safra agrícola, este é um bom momento para se investir em infra-estrutura, pois estamos prevendo um forte crescimento e temos de manter o nosso nível de serviço. Se analisarmos as taxas de juros do mercado, seria melhor adiarmos estes investimentos para obtermos taxas mais favoráveis. Por outro lado, o segmento tem mostrado um crescimento a longo prazo e quando fazemos investimentos não pensamos no curto prazo", conclui Bruno.

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