Quinta-feira, 4 de abril de 2013 - 17h01
Log-In apresenta nova embarcação graneleira
Navio construído no Rio de Janeiro realizará o transporte de bauxita no estado do Pará

A Log-In participou da 19ª edição da Intermodal South America anunciando seu novo navio graneleiro que deve ser lançado ao mar nos próximos meses. Construído no Estaleiro Ilha S.A. (Eisa), na Ilha do Governador (RJ), o Log-In Tucunaré junta-se ao Log-In Tambaqui, que entrou em operação no mês de fevereiro.

Os dois fazem parte de uma encomenda de sete navios realizada junto à Eisa. O pedido inclui, ainda, cinco embarcações do tipo porta-contêiner, das quais duas já foram entregues.

Os investimentos estimados nos graneleiros alcançam os R$ 340 milhões, valor incluído no aporte de R$ 1 bilhão que a Log-In investe atualmente em construção naval. O Tambaqui foi o primeiro navio do tipo construído sob bandeira brasileira desde a década de 1990.

Para a construção de cada embarcação foram utilizadas cerca de 13 mil toneladas de chapas de aço. Os navios, que medem 245 m de comprimento e 40 m de largura, com calado de 11,58 m, têm capacidade individual para transportar 75 mil t de bauxita por viagem.

Eles atendem ao contrato de 25 anos entre Log-In e Alunorte, para o transporte da matéria-prima entre o Porto de Trombetas e o Porto de Vila do Conde, ambos no estado do Pará, iniciado em 2010 com a utilização de navios fretados. A previsão é que, ao longo do contrato, os navios movimentem em torno de 150 milhões de t de minério de bauxita a granel.

O projeto dos graneleiros levou em conta a natureza da carga a ser transportada e a região de atuação. A hidrodinâmica foi projetada com o objetivo de proporcionar melhor navegabilidade e manobrabilidade, deslocando baixo volume de água com a finalidade de aumentar a segurança e não prejudicar a população ribeirinha.

De acordo com o diretor Comercial da Log-In, Fábio Siccherino, a linha do casco dos navios foi projetada de forma a criar menos ondas, causando menor erosão nas margens dos rios, além de não prejudicar a pesca local feita com o uso de pequenas embarcações. Além disso, o motor utilizado pelas embarcações emite até 20% menos gases poluentes na comparação com os navios convencionais.