Quarta-feira, 8 de março de 2017 - 15h40
E-commerce impulsiona exportações das PME, diz pesquisa encomendada pela FedEx Express
Estudo mostra que o canal de vendas rendeu, em média, mais de R$ 3,5 milhões para as companhias entrevistadas

De acordo com um estudo global encomendado pela FedEx Express, subsidiária da FedEx, o e-commerce e as novas tecnologias digitais estão mudando a forma de consumo e impulsionando as vendas das pequenas e médias empresas (PMEs) brasileiras.

A pesquisa mostrou que 89% dos pequenos e médios empresários do país que exportam seus produtos, vendem para o exterior utilizando a internet. Essas transações corresponderam, em média, por R$ 3,5 milhões no faturamento das empresas entre setembro de 2015 e 2016. O valor representa 33% do faturamento das PMEs em 2015 – a média nacional de receita total foi de R$ 10,4 milhões – e está acima da média global encontrada na pesquisa, de 26%.

Outro dado aponta que, das companhias que utilizam o e-commerce como ferramenta de vendas, 81% também estão no m-commerce – canais de vendas por celular ou dispositivos móveis, seja com um site responsivo ou um aplicativo próprio – e 86% delas usam as redes sociais como plataforma comercial.

Do faturamento médio de R$ 3,5 milhões gerados por exportações via e-commerce, o m-commerce e as plataformas de vendas em redes sociais foram responsáveis por 29% e 30%, respectivamente. “No Brasil, as PMEs estão mais atentas às novas tecnologias do que a média global de 80%, com uma adesão de 89%”, diz Denise Thomazotti, gerente de Marketing da FedEx no Brasil. “Esses dados mostram que os pequenos e médios empresários brasileiros se preocupam em atender às novas expectativas dos consumidores e o faturamento gerado nos últimos 12 meses reflete o sucesso da aposta no e-commerce, m-commerce e transações nas redes sociais – já representando um terço dos resultados”, diz.

Além disso, os empresários ouvidos estão otimistas para os próximos 12 meses. Das 600 empresas consultadas, 55% esperam crescer nas exportações, em média, 27% no período, enquanto apenas 8% delas disseram que reduzirão suas vendas para o mercado externo no mesmo espaço de tempo. Essas PMEs preveem uma queda média de 26%.

O estudo também mostrou as principais áreas de atuação das PMEs brasileiras exportadoras. Segundo o levantamento, produtos manufaturados lideram a lista, com 13%, seguidos por tecnologia de informação e telecomunicações, com 12%, e bens de consumo, com 11%.

Confiança nas transportadoras

O provedor logístico tem um papel significativo em diferentes momentos de uma pequena e média empresa. Das companhias consultadas, 91% reconhecem a importância das transportadoras para exportar seus produtos e 85% disseram que o operador logístico é importante para o desenvolvimento de uma startup.

Mais da metade dos entrevistados (52%) disseram que se tornaram mais confiantes em suas transportadoras nos últimos anos. As principais razões para esse aumento são operações em mais mercados (40%), consumidores demandando entregas mais rápidas (39%) e a necessidade de mais flexibilidade em logística (38%). Outros 33% disseram manter o mesmo nível de confiança em seus operadores logísticos nos últimos anos, enquanto 16% estão menos confiantes.

Consultados sobre se os provedores logísticos estão ajudando a vencer os novos desafios de mercado, 62% concordaram com essa afirmação, enquanto apenas 9% discordaram e os outros 29% disseram que as transportadoras não ajudam e nem atrapalham a superação de novas barreiras.