Quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020 - 16h02
DSV Brasil divulga estratégias para 2020 depois da compra da Panalpina
Companhia investe em integração e expansão para crescer entre 7% e 8% este ano

A DSV Brasil prepara para 2020 a consolidação e o início das operações estabelecidas depois da compra da Panalpina por parte da DSV Global Transport & Logistics, que ocorreu em agosto do ano passado. Vale lembrar, porém, que no Brasil o processo de unificação das empresas deve estar concluído em até três anos, com a maior parte da etapa operacional finalizada em até 24 meses.

O presidente da DSV Brasil, Marcelo Caio Bartolini D’Arco, que até então atuava como diretor geral da Panalpina, destaca que as estratégias para este ano estão divididas em dois pontos principais. O primeiro está relacionado justamente à integração das companhias. O executivo garante que os escritórios já estão unificados e o trabalho, agora, é continuar desenvolvendo a plataforma sistêmica e adequando a operação de alguns clientes.

O segundo ponto é a atenção dispensada aos cenários econômico e político no Brasil. Para D’Arco, a economia mostra-se interessante. “Estamos testemunhando o reaquecimento da atividade econômica nacional. O Produto Interno Bruto (PIB) do país vem gradativamente apresentando melhoras, refletindo uma discreta, mas consistente retomada da economia. É nesse cenário que a DSV consolida sua atuação como uma das principais empresas de logística do Brasil após o processo de integração com a Panalpina”, afirma.

O ambiente político, entretanto, ainda não traz confiança para que investimentos agressivos sejam realizados. “Estamos em compasso de espera. Vamos observar o movimento dos clientes”, diz o executivo.

Apesar disso, ele revela que para 2020 a perspectiva é de que haja um crescimento entre 7% e 8% no faturamento. Os números positivos também serão resultado da expansão de serviços, uma vez que antes da aquisição da Panalpina a DSV atuava no Brasil com mais ênfase nos serviços de frete aéreo e marítimo, nomeado internamente de Air & Sea, que ainda responde por 60% do faturamento.

Agora, a empresa foca, também, nos serviços denominados DSV Road e DSV Solutions. Juntos, esses serviços representam 40% do faturamento no Brasil.

Divulgação

O DSV Road é uma das apostas da companhia. A meta, divulga o presidente, é de que o serviço cresça 20% até o final do ano, enquanto o aquecimento na divisão Solutions deve chegar a 12%. D’Arco, contudo, faz um alerta quanto ao modelo adotado no frete rodoviário. “Não vamos investir em equipamentos e sim em fornecedores de transporte”, pontua. Hoje, a DSV Brasil conta com 500 transportadoras em sua base, sendo 100 regulares.

Há outras ações planejadas, como expandir a atuação da DSV Brasil nas regiões Norte e Nordeste. “Queremos ser menos reativos e mais proativos nessas regiões no desenvolvimento de negócios”, resume D’Arco.

A DSV Brasil atua com 750 funcionários, possui sete escritórios, situados em São Paulo, Campinas (SP), Santos (SP), Rio de Janeiro, Curitiba, Porto Alegre e Manaus, dois hubs nos aeroportos de Guarulhos (SP) e Viracopos, em Campinas (SP), e três armazéns no estado de São Paulo, em Cajamar, Hortolândia e Sorocaba, que somam 54 mil m². A empresa fechou 2019 com uma movimentação de 75 mil toneladas no fluxo de carga aérea e 73 mil TEUs no marítimo.

Dentre os serviços oferecidos, além de frete aéreo, marítimo, rodoviário e soluções em logística, a DSV movimenta cargas de projeto e atua no desembaraço aduaneiro. Os segmentos atendidos são automotivo, high tech, saúde e fármaco, energia renovável, aeroespacial, petróleo e gás, consumo e varejo e industrial. Automotivo, high tech e saúde e fármaco com 22%, 18% e 15%, respectivamente, são os que mais contribuem para o faturamento no país.

Ao todo, são 4 mil clientes na base, sendo 2 mil ativos. D’Arco, divulga que atualmente a operação brasileira figura entre as 20 principais quanto à representatividade no faturamento da DSV Global Transport & Logistics e a meta é chegar em 2022 entre as dez mais representativas.