Quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021 - 10h04
Relatório da Colliers aponta aquecimento no setor de galpões logísticos
Absorção bruta chegou a 2,6 milhões de m² de área locada, enquanto líquida – saldo entre novas locações e devoluções – atingiu 1, 5 milhão de m²

A Colliers International Brasil divulgou um relatório que apontou que no ano passado a absorção bruta de galpões logísticos bateu recorde, com mais de 2,6 milhões de m² de área locada. Já a absorção líquida – saldo entre novas locações e devoluções – atingiu a marca histórica de 1, 5 milhão de m². Vale destacar que os imóveis próximos às grandes capitais apresentaram boa performance de locação no período.

A região metropolitana de São Paulo, por exemplo, tem taxa de vacância abaixo de 10%. O e-commerce e varejo seguem como os principais setores que mais alugaram no trimestre, sendo 20% do inventário locado apenas para o comércio online.

Com o setor aquecido, as novas entregas de inventário também cresceram. Ao todo, foram entregues mais de 1 milhão de m² em 2020, contra 900 mil m² em 2019. Entre expansões e novos empreendimentos, o mercado se aproxima de 17 milhões de m² construídos.

De acordo com a Colliers, é importante ressaltar que foi superada a marca de mais de 14 milhões de m² ocupados, maior patamar já registrado neste segmento.

Perspectivas para 2021

De acordo com o gerente da divisão de logística da Colliers Internacional, Rogério Luz, com o início da vacinação da população, diminuição das restrições de circulação, retomada do emprego e melhora da economia, a aposta é que o mercado logístico continue aquecido em 2021. “Estimamos que a taxa de vacância fique próxima a 15% e a absorção líquida se mantenha no patamar de 2020, sendo impulsionada, principalmente, pelos setores de e-commerce, transporte e varejo”, analisa.

Com o crescimento de empresas do e-commerce trabalhando com condomínios logísticos, a expectativa para as empresas é de crescimento contínuo. De acordo com o presidente da Capital Realty, Rodrigo Demeterco, empresas de e-commerce devem ampliar a ocupação de galpões logísticos para ampliar a cobertura de entregas.

“Importantes varejistas estão migrando e absorvendo áreas disponíveis, pois garante vantagens logísticas. Além de um custo menor se comparado com empresas que constroem espaços próprios de armazenagem, alugar galpões em condomínios logísticos traz agilidade na entrega, pois as áreas estão espalhadas em regiões estratégicas do país, o que faz com que a empresa possa operar em todo o Brasil e em menor tempo”, diz Demeterco.

Divulgação

Presente nos três estados da Região Sul e em São Paulo, a Capital Realty está expandindo em etapas um dos seus principais condomínios logísticos, o Mega Curitiba, localizado em Campina Grande do Sul, região metropolitana da capital paranaense. Em dezembro, a empresa entregou a fase 3 da expansão para o Grupo Boticário, com mais de 20 mil m², que servirá de base para a operação de e-commerce do grupo. A empresa aumentará o condomínio em novas fases, com a quarta etapa prevista para 2021. Atualmente a empresa está com uma taxa de vacância abaixo da média do mercado.

“Neste ano, a área de galpões se mostrou mais resiliente em relação a varejo e escritórios, em que o fechamento das atividades comerciais e a adoção do sistema home-office trouxeram impacto mais relevante, tanto em novas locações como em devoluções”, pontua o presidente da Capital Realty .

Ainda segundo relatório da Colliers, a taxa de vacância está no Sul do país está em 13%, considerada saudável. O preço médio pedido está em R$17 por m². Para o próximo ano são aguardados 150 mil m² de novo inventário, o que deve aproximar o mercado da marca de 1,5 milhão m² de área construída. As maiores locações na região em 2020 foram para os setores de varejo, e-commerce, cosméticos, alimentício e transporte.