Quarta-feira, 7 de abril de 2021 - 11h42
DHL Group divulga investimento de 7 bilhões de euros em sustentabilidade
Recursos serão aplicados em combustíveis alternativos para aviação, expansão da frota de veículos elétricos com emissões zero e edifícios neutros do ponto de vista climático

A Deutsche Post DHL Group anuncia que está investindo um total de 7 bilhões de euros nos próximos dez anos em medidas para reduzir suas emissões de CO2. Os fundos serão canalizados para combustíveis alternativos para aviação, para a expansão da frota de veículos elétricos com emissões zero e para edifícios neutros do ponto de vista climático. Ao longo deste tempo, a empresa informa que irá se comprometer com novas metas de emissões zero até 2050.

A empresa, por exemplo, se compromete, como parte da iniciativa Science-based Target - SBTi (meta baseada em ciência), a reduzir as suas emissões de gases de efeito de estufa até 2030, em conformidade com o Acordo de Paris. As metas climáticas fazem parte do novo plano de sustentabilidade do Deutsche Post DHL Group, no qual a empresa estabelece suas metas de

Environmental, social and governance (ESG) – Governança Ambiental, Social e Corporativa, em português – para os próximos anos. Além de seu compromisso com o meio ambiente, o grupo também define metas e medidas claras nas áreas de Responsabilidade Social e Governança.

O Conselho Administrativo e o Conselho Fiscal do Deutsche Post DHL Group proporão aos acionistas, na próxima Assembleia Geral Anual, que o sistema de remuneração do Conselho Administrativo seja mais estreitamente alinhado ao desenvolvimento sustentável dos negócios. No futuro, a consecução dos objetivos de ESG será tida em conta no cálculo da remuneração do Conselho Administrativo, um sinal claro de que o compromisso com negócios sustentáveis é uma prioridade máxima no Deutsche Post DHL Group.

“Estou convencido de que, ao nos concentrarmos ainda mais em nossos objetivos de ESG, continuaremos a ser a primeira escolha dos clientes, dos colaboradores e dos investidores, e, assim, lançaremos as bases para o sucesso econômico de longo prazo”, diz o CEO do Deutsche Post DHL Group, Frank Appel.

Prática

A empresa afirma estar comprometida com metas ambiciosas de redução de CO2 como parte da SBTi. O grupo estima que suas emissões seriam em torno de 46 milhões de toneladas em 2030 sem as medidas do novo plano de sustentabilidade. Em 2020, as emissões foram de 33 milhões de toneladas métricas. Hoje, a empresa está empenhada em reduzir essas emissões anuais de CO2 para menos de 29 milhões de toneladas até 2030, apesar do forte crescimento contínuo esperado nas atividades de logística global.

Para isso, o Deutsche Post DHL Group investirá cerca de 7 bilhões de euros em soluções logísticas neutras em termos climáticos até 2030. Os gastos decorrentes até 2023 já foram levados em conta no plano de investimentos até 2023 comunicado em 9 de março. Para distâncias curtas e entregas ao consumidor, o grupo continua a impulsionar a eletrificação de sua frota de veículos. Até 2030, 60% dos veículos de entrega ao consumidor devem ser alimentados eletricamente em nível global. Portanto, mais de 80 mil veículos elétricos estarão na estrada. Em 2020, esse valor era de 18%.

Em rotas mais longas, especialmente no transporte aéreo, a propulsão elétrica não é uma alternativa para o futuro próximo. É por isso que o Deutsche Post DHL Group está pressionando para o desenvolvimento e uso de combustíveis produzidos com energias renováveis: até 2030, pelo menos 30% das necessidades de combustível na aviação e na linha de transporte devem ser cobertos por combustíveis sustentáveis. Além disso, o Grupo está investindo em imóveis ecológicos (escritórios, centros de correspondência e encomendas e armazéns logísticos): todos os novos edifícios que estão sendo construídos serão neutros em relação ao clima.

“Alternativas sustentáveis e limpas de combustível são fundamentais para a logística neutra em termos climáticos em um mundo globalizado. Em especial no transporte aéreo, estas medidas poderiam contribuir para reduzir as emissões de CO2. É por isso que nos envolveremos ainda mais intensamente em iniciativas e fortaleceremos o intercâmbio intersetorial para desenvolver uma estratégia e padrões globais aqui”, afirma Appel.

 O Deutsche Post DHL Group também pretende expandir ainda mais a sua contribuição para a sociedade nos próximos anos. O grupo se compromete a investir 1% de seus lucros líquidos anualmente em seus programas e iniciativas de impacto social. O programa GoTrade, lançado no outono de 2020, concentra-se em dar às pequenas e médias empresas dos países em desenvolvimento acesso aos mercados globais e, assim, impulsionar o comércio internacional. O programa de resposta a desastres GoHelp fornece assistência logística de emergência de forma rápida e gratuita em caso de desastre. A empresa também continua a expandir o programa GoTeach, que melhora a empregabilidade dos jovens que vivem em circunstâncias socialmente desfavorecidas devido à pobreza, à perda de entes queridos ou à fuga devido a desastres, preparando-os com as habilidades necessárias para uma transição bem-sucedida ao mundo do trabalho.

A companhia também estabelece regras ainda mais rigorosas no que diz respeito à boa governança corporativa. Por exemplo, o Código de Conduta para fornecedores foi atualizado. As regras e normas nele descritas foram ainda mais estreitamente alinhadas com os critérios de sustentabilidade. Além disso, foi introduzida uma nova declaração política sobre os direitos humanos.

“Como líder de mercado, somos um exemplo a seguir para práticas empresariais responsáveis e éticas e um comportamento justo. A ESG é parte integrante da 'Estratégia 2025' e todos os KPIs relevantes são, portanto, integrados na gestão do Grupo e seus relatórios regulares”, pontua a Chief Financial Officer do Deutsche Post DHL Group, Melanie Kreis.

No futuro, anuncia a corporação, a consecução dos objetivos de ESG deve ser tida em conta no cálculo da remuneração do Conselho Administrativo. Os critérios de ESG devem ser ponderados em 30% e as metas financeiras em 70%. Isso será proposto à Assembleia Geral Ordinária em 6 de maio de 2021.