Quinta-feira, 14 de outubro de 2021 - 11h48
Grupo A.P. Moller-Maersk assina três acordos de cooperação com a China Classification Society
Trabalho em conjunto estabelece o desenvolvimento de projetos de inovação científica e tecnológica, disponibilidade e infraestrutura de combustível verde

O Grupo A.P. Moller-Maersk anuncia que assinou três acordos de cooperação com a China Classification Society (CCS), sinalizando, segundo a armadora, mais um passo na jornada pela descarbonização. Os acordos serão válidos por um período inicial de dois anos e se concentram em projetos de inovação científica e tecnológica, disponibilidade e infraestrutura de combustível verde, bem como projetos de embarcações neutras em carbono. A Maersk e a CCS convidarão institutos de pesquisa para formar uma força conjunta para o projeto.

“A Maersk definiu uma meta clara e ambiciosa de se tornar neutra em carbono até 2050. A China, como nação líder mundial em construção naval e marítima, será um parceiro crucial para garantir que nossa indústria consiga responder efetivamente ao desafio da mudança climática”, afirma o diretor Administrativo da Maersk China Limited, Jens Eskelund.

Ainda de acordo com o executivo, a companhia está ansiosa para explorar as oportunidades de cooperação internacional no transporte sustentável e com emissão zero de carbono.

A descarbonização é, segundo a empresa, um imperativo estratégico para a indústria naval, que está acelerando os esforços para descarbonizar as operações marítimas. Em agosto, a empresa anunciou a construção de uma frota composta por oito navios porta-contêiner capazes de operar com metanol neutro em carbono. O primeiro navio será lançado no primeiro trimestre de 2024.

O chefe de tecnologia de frota da Maersk, Ole Graa Jakobsen, acredita que o acordo entre a empresa e a organização adiciona uma nova dimensão para a descarbonização. “Ao alavancar as capacidades de pesquisa com a CCS, acreditamos que teremos acesso a recursos de alta qualidade para permitir nossa jornada em direção a um futuro zero carbono.”