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Indústria de implementos rodoviários cresce 23,7% em março e indica recuperação do setor

Alta foi puxada principalmente pelo segmento de pesados, impulsionado pela safra e pela demanda do agronegócio
Por Redação em 8 de abril de 2026 às 8h05
Indústria de implementos rodoviários cresce 23,7% em março e indica recuperação do setor
Foto: Reprodução/Freepik
Foto: Reprodução/Freepik

A indústria brasileira de implementos rodoviários registrou crescimento em março, com 12.211 unidades emplacadas, segundo dados da Associação Nacional Fabricantes de Implementos Rodoviários (ANFIR). O volume representa uma alta de 23,7% em relação a fevereiro, quando foram comercializadas 9.870 unidades.

De acordo com a entidade, o desempenho reflete fatores sazonais e conjunturais, como o avanço da safra agrícola e os efeitos do programa Move Brasil, que têm sustentado a demanda por equipamentos de transporte.

“O momento positivo está diretamente ligado à movimentação do agronegócio. A renovação do programa será importante para manter o ritmo quando essa demanda perder força, já que se trata de um ciclo sazonal”, afirma José Carlos Spricigo, presidente da ANFIR.

Segmento pesado lidera avanço

O principal destaque do mês foi o segmento de reboques e semirreboques, que alcançou 6.390 unidades em março, crescimento de 27,5% sobre fevereiro. Já o segmento de carrocerias sobre chassi somou 5.821 unidades, alta de 19,5% no mesmo comparativo.

O desempenho reforça a maior participação dos implementos pesados na retomada do setor, acompanhando o aumento do fluxo logístico ligado ao agronegócio.

Acumulado ainda é negativo

Apesar da recuperação mensal, o desempenho no acumulado do primeiro trimestre ainda aponta retração. Entre janeiro e março de 2026, foram comercializadas 30.841 unidades, queda de 13,68% em relação ao mesmo período de 2025.

Segundo a ANFIR, a base de comparação elevada, influenciada pelas vendas impulsionadas pela Fenatran 2024, ajuda a explicar o recuo no início do ano.

No recorte por segmento, reboques e semirreboques registraram queda de 14,61% no trimestre, enquanto carrocerias sobre chassi recuaram 12,69%.

A expectativa do setor é de que, a partir do segundo trimestre, o mercado passe a refletir uma demanda mais estável, sem os efeitos pontuais observados no período anterior.

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