A Movecta implementou tecnologia de monitoramento remoto de temperatura em contêineres refrigerados e instalou plataformas energizadas para atendimento às operações reefer em terminais alfandegados localizados em Guarujá, Itajaí e Suape, modificando procedimentos de controle, acesso e gestão de cargas com exigência de condições térmicas específicas.
A operação passou a utilizar o sistema ReefWatch, que realiza leitura contínua de parâmetros relacionados à temperatura e outras variáveis operacionais, além de registrar dados para acompanhamento remoto. O monitoramento substitui rotinas anteriores baseadas em verificação manual presencial, que exigiam deslocamento de equipes pelo pátio e uso de equipamentos de acesso para inspeção de contêineres empilhados.
Com o sistema, desvios em parâmetros definidos geram notificações enviadas por canais digitais e pela própria plataforma de acompanhamento, permitindo intervenção das equipes e registro das ocorrências. A solução também possibilita emissão de relatórios com base nos dados coletados durante o período de armazenagem e movimentação das unidades.
A implementação ocorreu após fase de testes iniciada no primeiro semestre de 2025. A operação foi incorporada ao terminal do Guarujá em setembro e posteriormente estendida às unidades de Itajaí e Suape. No Guarujá, cerca de 500 equipamentos estão instalados para atendimento às cargas movimentadas, enquanto aproximadamente 100 dispositivos operam nas outras unidades.
A companhia informa fluxo médio mensal de aproximadamente 1,2 mil contêineres refrigerados em circulação por seus terminais, volume que motivou a adoção de ferramentas com capacidade de acompanhamento contínuo e integração de dados para controle operacional. As cargas atendidas incluem mercadorias ligadas aos setores alimentício, farmacêutico e químico, que operam com exigências específicas de armazenamento e transporte.
Além do monitoramento, a empresa desenvolveu plataformas reefer para acesso físico aos contêineres e fornecimento de energia elétrica durante a permanência em pátio. As estruturas foram produzidas a partir da adaptação de contêineres fora de uso e instaladas para substituir métodos anteriores baseados em cabos suspensos para conexão elétrica.
Cada plataforma dispõe de 60 pontos de energia distribuídos em cinco níveis de altura, permitindo conexão simultânea de unidades e alteração da organização espacial do armazenamento. A adoção das estruturas modifica procedimentos de ligação elétrica, circulação de operadores e posicionamento de contêineres no pátio.
Segundo a companhia, as medidas integram a estratégia de revisão de processos operacionais em terminais alfandegados, com foco em rastreabilidade, resposta a variações nas condições térmicas e padronização de procedimentos entre unidades. Não foram divulgados valores investidos nem indicadores de desempenho operacional associados às mudanças implementadas.
