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Jadlog dobra capacidade com hub logístico automatizado em São Paulo

Estrutura conta com investimento histórico de R$ 200 milhões e sorter com IA que processa até 18 mil volumes por hora
Por Gabriela Medrado em 7 de maio de 2026 às 15h50 (atualizado às 18h50)
Jadlog dobra capacidade com hub logístico automatizado em São Paulo
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

A Jadlog está dobrando sua capacidade de processamento com um novo hub logístico automatizado em São Paulo (SP), inaugurado hoje (07/05). Localizado no bairro de Perus, o espaço contou com investimento de R$ 200 milhões, o maior já realizado pela empresa em 20 anos de história.

O novo hub fica instalado em uma área de 20 mil m² e conta com 87 docas, cerca de 2 mil m² de mezanino para escritórios e 5 mil m² de área de apoio, além de estacionamento para 280 veículos. O galpão foi built to suit para acomodar o destaque da instalação: um sorter de 310 m de esteira principal com tecnologia italiana, que concentrou sozinho cerca de 50% do investimento total do empreendimento.

O equipamento automatiza a separação de mercadorias, com capacidade para processar cerca de 18 mil volumes por hora. "A nossa nova sede nos permitirá operar com padrões elevados de intralogística, fortalecendo a operação da nossa malha nacional de distribuição", afirma Bruno Tortorello, CEO da Jadlog.

O centro entra em operação com cerca de 600 funcionários operacionais e espera a chegada de cerca de 300 funcionários administrativos, com previsão de se tornar a nova sede da companhia. A expectativa da empresa é de assumir em Perus a função de escritório principal previamente ocupada pela unidade Anhanguera, que terá o processamento de pedidos deslocado para o novo hub e ficará dedicada a operações B2B.

 

Foco no e-commerce

A nova estrutura faz parte da estratégia de crescimento da Jadlog, que tem focado na expansão do e-commerce B2C desde a aquisição de 60% da empresa pelo grupo Geopost em 2016. A empresa surgiu no mercado brasileiro há 21 anos com foco em operações customizadas de logística bancária, e se consolidou no país no mercado de transporte fracionado B2B, sobretudo para franqueadas.

A mudança de estratégia para o B2C já rendeu um crescimento de dez vezes em volume movimentado na última década. O comércio eletrônico agora representa cerca de 75% da operação da Jadlog.

"O e-commerce já cresceu muito, deu uma travada nos últimos anos, mas o índice do e-commerce sobre o total do varejo ainda tem potencial para crescer aqui no Brasil quando comparado com outros países. Por isso, há uma aposta no crescimento do e-commerce e na forma de gerir com entregas numa rede de pontos de proximidade, que ainda é pouco utilizado no Brasil e é um sucesso enorme lá fora", comenta Olivier Establet, vice-presidente da Geopost.

As entregas para o consumidor final em pontos de pick up, comércios locais agregados à operação, são uma parte importante da estratégia da Jadlog. A empresa conta com mais de 4 mil pontos comerciais parceiros, que fazem parte de uma malha de distribuição com mais de 500 franquias e 17 filiais.

Apesar do foco crescente na expansão B2C, o objetivo da empresa é manter uma estrutura de serviços equilibrada e diversificada. "A gente nasceu no B2B, investiu muito no B2C, e agora nossa intenção é voltar a equilibrar B2B e B2C, como a maior parte das business units da Geopost", comenta Bruno.

 

Jadlog dobra capacidade com hub logístico automatizado em São Paulo

Operação automatizada

A nova instalação é fruto de um planejamento que começou em 2018, e centraliza a operação em um sorter de cerca de R$ 100 milhões desenvolvido por uma fornecedora italiana do grupo Geopost. A automatização foi testada nos quatro meses anteriores à inauguração e reduz consideravelmente o tempo de processamento de cargas e o manuseio de pacotes.

Com três pontos de indução, 200 saídas para distribuição de volumes, 100 saídas adicionais para pequenas cargas e 310 metros de esteira principal com layout circular, o sorter garante que cada encomenda seja pesada, fotografada, lida, separada e enviada para o caminhão correspondente em poucos minutos, com o mínimo de intervenção humana.

Um volume que antes levava cerca de 4 horas para ser separado e carregado no caminhão, agora pode ser embarcado com o sorter em 2 minutos para carga solta e 15 minutos para carga paletizada. O ganho de produtividade é expressivo: um funcionário sem ajuda de automação pode separar até 55 pacotes por hora, mas, com a ajuda do sorter, pode chegar a 120 pacotes por hora. 

Para Bruno Tortorello, a automação elimina gargalos no fluxo interno e e garante maior regularidade, velocidade e previsibilidade da operação, principalmente em períodos de pico, como a Black Friday. A intenção da empresa é ter o espaço funcionando 24 horas por dia, sete dias por semana, com foco em cross-docking de alta velocidade.

O sistema também reduz a necessidade de manuseio humano das cargas. De acordo com Rafael Monteiro, diretor de franchising para última milha na Jadlog, um pacote costumava ser tocado de 9 a 10 vezes durante o processamento, número que foi reduzido para duas a quatro vezes. A expectativa da empresa é de que a mudança reduza a taxa de erros, que atualmente é de cerca de 3%, para próxima de zero.

A automação da operação é apoiada por tecnologia de última geração: câmeras com scanners de alta velocidade que leem 5 faces do pacote simultaneamente, sistemas avançados de leitura de códigos e soluções de visão computacional para ampliar a precisão da triagem. A Inteligência Artificial é usada na gestão da velocidade, direcionando cargas para esteiras e saídas livres para assegurar precisão e ganho de produtividade.

 

Medidas de sustentabilidade

Seguindo o compromisso da Jadlog e da Geopost de zerar suas emissões de carbono até 2040, o hub conta com uma série de medidas de sustentabilidade e receberá a certificação LEED Prata. A construção possui iluminação LED de alta eficiência, sistemas de automação para controle do consumo energético, e equipamentos projetados para reduzir o gasto de energia.

A unidade adota medidas de gestão de resíduos, com captação de água da chuva, separação de lixo, reciclagem de materiais, reaproveitamento de embalagens, reuso de água e redução do uso de plástico. Algumas medidas foram adotadas para apoiar o crescimento das iniciativas da ESG da companhia, como a infraestrutura para a operação de veículos elétricos.

 

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