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Frotas com veículos parados podem perder até 49% de sua capacidade operacional no ano, aponta Geotab

Estudo revela a inteligência de dados como tendência com foco em eficiência e resiliência do setor
Por Redação em 14 de julho de 2026 às 9h41
Frotas com veículos parados podem perder até 49% de sua capacidade operacional no ano, aponta Geotab
Foto: Freepik
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A Geotab, fornecedora de soluções para gestão de frotas e conectividade, aponta a subutilização de ativos como um desafio crítico para a eficiência do transporte brasileiro. De acordo com o relatório global da empresa, "Conduzindo entre resiliência e reinvenção", os veículos comerciais foram utilizados, em média, apenas 186 dias em 2025, por cerca de 3,36 horas diárias. Isso representa uma perda massiva de capacidade operacional, que pode chegar a 49% para operações que funcionam 365 dias por ano.

 

Subutilização da frota pode levar a perdas 

Segundo a Geotab, a subutilização é um custo silencioso que pode chegar a altos valores. Além do risco de perda de receita para cada caminhão ou van parada que poderia estar em rota, custos fixos como seguros, depreciação, impostos e financiamentos continuam a ser debitados.

"O veículo mais caro de uma frota é aquele que fica parado. Os dados mostram que há uma enorme oportunidade para as empresas brasileiras otimizarem suas operações e, consequentemente, seu TCO (Custo Total de Propriedade)", afirma Eduardo Canicoba, Vice-Presidente da Geotab Brasil.

O executivo aponta a inteligência de dados como principal solução para uma gestão de frotas mais produtiva. "Em um cenário de alta volatilidade econômica, usar inteligência de dados para redimensionar a frota e maximizar a utilização de cada ativo não é mais um diferencial, mas uma necessidade para a sobrevivência e competitividade do negócio."

 

Inteligência de dados impulsiona segurança de frotas na América Latina

O relatório destaca que a América Latina, embora tenha registrado a maior taxa de colisões em 2021 (equivalente a 1,10 por milhão de quilômetros), conseguiu uma melhora respeitável nos últimos anos. Entre 2024 e 2025, a região viu uma redução de 8,3% nos índices de colisão.

Ainda assim, a segurança continua sendo um ponto de atenção. Ameaças como o roubo de caminhões e cargas seguem em ascensão, exigindo uma postura defensiva das frotas. O estudo aponta que a telemetria avançada funciona como uma "cobertura ativa", permitindo o planejamento de rotas seguras e o monitoramento em tempo real para acionar o suporte operacional imediatamente em caso de desvios ou entrada em zonas de risco.

"A tecnologia hoje nos permite passar de uma gestão reativa para uma segurança preditiva. Com a análise de dados e a Inteligência Artificial, podemos identificar os 10% de motoristas que representam maior risco e criar programas de treinamento focados e personalizados. É uma mudança de cultura que melhora a condução ao volante, protege a vida do motorista e reduz consideravelmente o índice de colisões", explica Canicoba.

 

O papel da IA na gestão de frotas e o caminho do Brasil na eletrificação

A grande tendência apontada pelo relatório é a transição da gestão de frotas reativa para a gestão preditiva, impulsionada pela Inteligência Artificial. Ferramentas como o assistente de IA Geotab Ace já permitem que gestores de frota façam perguntas em linguagem natural e recebam insights práticos para otimizar rotas, prever manutenções e reduzir o consumo de combustível.

O relatório também dedica uma análise ao caminho particular que o Brasil está trilhando rumo à eletrificação, destacando o desenvolvimento de veículos híbridos que combinam biocombustível (etanol) e motores elétricos. O estudo classifica essa abordagem como uma estratégia pragmática e flexível, que proporciona reduções imediatas de CO₂ enquanto a infraestrutura de recarga para veículos 100% elétricos ainda está em desenvolvimento no país.

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