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Log-In realiza primeira operação do ano no píer flutuante provisório do Grupo Chibatão

Empresa transferiu 175 contêineres do Log-In Endurance para balsas, reduzindo o calado do navio para seguir viagem até Manaus
Por Redação em 29 de outubro de 2026 às 10h10
Log-In realiza primeira operação do ano no píer flutuante provisório do Grupo Chibatão
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

A Log-In Logística Integrada realizou, em 27 de outubro, a primeira operação de 2026 no píer flutuante provisório do Grupo Chibatão, em Itacoatiara (AM), para adequar o transporte de cargas às condições de navegação durante a estiagem. A operação envolveu a transferência de 175 contêineres do navio Log-In Endurance para balsas, reduzindo o calado da embarcação para permitir sua continuidade até Manaus.

O navio chegou a Itacoatiara com 2.212 TEUs, unidade equivalente a um contêiner de 20 pés. No procedimento de alívio de carga, parte dos contêineres é retirada e transportada em balsas, enquanto a embarcação segue com menor calado, condição necessária diante das restrições de profundidade dos rios durante o período de seca.

A operação é resultado da parceria entre a Log-In e o Grupo Chibatão, que trabalham em conjunto para manter o fluxo de mercadorias destinado ao Amazonas durante a estiagem. Segundo Felipe Gurgel, diretor-executivo de Navegação da Log-In, a atividade foi precedida por um planejamento desenvolvido ao longo do ano com o terminal portuário.

O diretor-executivo-geral do Grupo Chibatão, Jhonny Fidelis, destacou que a Log-In participa da iniciativa desde 2024, quando a estrutura foi utilizada pela primeira vez. O píer provisório permite adaptar a movimentação de cargas às condições dos rios e oferece uma alternativa para a continuidade das operações de transporte fluvial e marítimo na região.

A estrutura chegou a Itacoatiara em 18 de setembro, após iniciar o deslocamento de Manaus no dia anterior. Com 277,5 metros de extensão, o píer dispõe de três guindastes para movimentação de cargas e um equipamento de apoio. A operação foi planejada para funcionar 24 horas por dia, com aproximadamente 150 profissionais.

A solução permite que parte da carga dos navios seja transferida para balsas antes de as embarcações seguirem viagem até Manaus. O procedimento contribui para manter o abastecimento da indústria e do comércio amazonense em períodos de estiagem, quando as condições de navegabilidade podem dificultar o acesso de navios de maior porte.

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