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Super Terminais investe R$ 70 milhões em operação para manter fluxo de cargas durante seca no Amazonas

Estrutura flutuante de 4 mil toneladas será transferida de Manaus para Itacoatiara (AM), onde apoiará o transbordo de cargas destinadas ao Polo Industrial de Manaus
Por Redação em 5 de outubro de 2026 às 13h46
Super Terminais investe R$ 70 milhões em operação para manter fluxo de cargas durante seca no Amazonas
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

A Super Terminais iniciou a transferência de uma estrutura flutuante de aproximadamente 4 mil toneladas de Manaus para Itacoatiara (AM), como parte da Operação Seca 2026. A infraestrutura, que transporta três guindastes elétricos Konecranes ESP10, integra uma base de transbordo temporária que recebeu investimento de R$ 70 milhões para manter o fluxo de mercadorias e o abastecimento do Polo Industrial de Manaus durante o período de estiagem.

A estrutura será instalada em uma área própria de 300 mil metros quadrados na margem esquerda do Rio Amazonas, a 1,4 quilômetro do porto público de Itacoatiara e com acesso rodoviário asfaltado pela estrada do Aeroporto. O píer flutuante tem 240 metros de comprimento e 24 metros de largura e ficará posicionado a 100 metros da margem, com 34 metros de calado, permitindo a atracação e o atendimento a navios de diferentes portes.

A operação em Itacoatiara funcionará 24 horas por dia, em três turnos. A estrutura será utilizada para descarregar as cargas dos navios e transferi-las por balsas até Manaus, em um percurso de 108 milhas náuticas, cerca de 200 quilômetros. O tempo estimado de navegação é de 18 horas no trajeto de ida e 12 horas na volta.

Além do píer, a base contará com serviços de fornecimento de combustíveis e óleo diesel, apoio para atracação de navios, equipes de mergulho e reparos portuários. A infraestrutura também terá segurança permanente, suporte médico de emergência, coleta de resíduos, sistema de combate a incêndios, conectividade para monitoramento em tempo real e uma base terrestre para alimentação e abastecimento de água potável.

“Mobilizar uma estrutura dessa magnitude exige inteligência logística de ponta, mas garante a estabilidade econômica e o fornecimento contínuo de suprimentos para a população e para as indústrias da região no momento em que os rios atingem seus níveis mais baixos”, afirma Marcello Di Gregorio, diretor-geral do Super Terminais. Segundo o executivo, a iniciativa busca reduzir os impactos da estiagem sobre a cadeia produtiva e dar previsibilidade às operações do Polo Industrial de Manaus.

A estratégia retoma a experiência da empresa durante a seca de 2023/2024, quando o Super Terminais ficou 32 dias sem movimentar cargas em Manaus. Na ocasião, a companhia investiu R$ 60 milhões na implantação da Operação Itacoatiara. A estrutura atendeu 27 navios e movimentou mais de 33 mil contêineres, contribuindo para evitar interrupções industriais na Zona Franca.

Em 2024, o terminal registrou movimentação recorde de 264,8 mil TEUs, equivalentes a mais de 140 mil contêineres. Para Di Gregorio, a experiência anterior reforçou a necessidade de preparação diante de períodos de estiagem. “Experiências anteriores nos mostram que os fenômenos climáticos extremos vieram para ficar, e é nosso papel como elo logístico da Amazônia garantir que a indústria, o comércio e a população amazonense não fiquem isolados nem desabastecidos durante as graves estiagens”, conclui.

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