
A Motiva concluiu a venda de 100% de sua plataforma de aeroportos para o Grupo Aeroportuario del Sureste (ASUR), operador aeroportuário mexicano. O negócio, anunciado anteriormente pela companhia, foi fechado por R$ 12,211 bilhões, considerando R$ 5,187 bilhões em equity pelas ações da CPC Holding e R$ 7,024 bilhões referentes às dívidas dos ativos.
A transação envolveu os 20 aeroportos que integravam a plataforma da Motiva, sendo 17 no Brasil e os demais no Equador, na Costa Rica e em Curaçao. A conclusão ocorreu após as aprovações necessárias de órgãos de defesa da concorrência, credores e poderes concedentes de Brasil, Equador, Costa Rica e Curaçao.
Segundo a Motiva, os recursos obtidos com a operação serão destinados à redução do endividamento da holding. Com isso, a alavancagem consolidada da companhia, que considera também as controladas em conjunto, deverá cair de 3,7 vezes para aproximadamente três vezes.
A redução do endividamento amplia a capacidade financeira da empresa para investir no pipeline estimado em R$ 170 bilhões em oportunidades nos segmentos de rodovias, trens e metrôs no Brasil. A venda também faz parte da estratégia de simplificação do portfólio e concentração nos negócios de rodovias e trilhos.
Nos 12 meses encerrados no terceiro trimestre de 2025, a plataforma de aeroportos registrou R$ 2,96 bilhões em receita líquida e R$ 1,52 bilhão em Ebitda, com margem de 51%. Os ativos movimentaram ainda 524 mil toneladas de cargas no período e cerca de 45 milhões de passageiros por ano.
Os aeroportos brasileiros que deixam o portfólio da Motiva estão localizados nos estados do Paraná, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Maranhão, Goiás, Santa Catarina, Tocantins, Pernambuco e Piauí.
Após a conclusão da venda, começa um período de transição para transferência dos ativos dos sistemas corporativos e administrativos da Motiva para a ASUR. Durante essa etapa, o Centro de Serviços Compartilhados da Motiva continuará prestando temporariamente serviços de backoffice, como folha de pagamentos, suprimentos e tecnologia da informação, para garantir a continuidade das operações.
Os colaboradores que atuam atualmente na plataforma de aeroportos também serão transferidos para a ASUR. Com a conclusão do negócio, os resultados dos aeroportos deixam de ser consolidados pela Motiva a partir do terceiro trimestre de 2026.