
A Vale teve seu contrato de arrendamento do terminal de cobre no Porto do Itaqui, em São Luís, prorrogado por mais 20 anos. Com a renovação, o contrato passa a vigorar até janeiro de 2043.
A prorrogação prevê investimentos de R$ 221,5 milhões, sendo R$ 21,5 milhões obrigatórios e R$ 200 milhões adicionais até 2030. Os recursos deverão ser aplicados na modernização da infraestrutura, aumento da eficiência operacional e ampliação da vida útil dos equipamentos do terminal.
“Queremos não só continuar a fazer os investimentos necessários em modernização e manutenção do terminal, mas também em ampliação. Queremos ajudar o país a crescer”, destaca o vice-presidente executivo da Vale, Samir Arap Sobrinho.
O ativo ocupa uma área de aproximadamente 53,6 mil m² e integra a cadeia logística da companhia para exportação de concentrado de cobre produzido no Complexo Minerador de Carajás, no Pará. A estrutura inclui armazéns, pátio ferroviário e instalações de apoio às operações portuárias.
O terminal é utilizado para movimentação de carga própria da empresa e, segundo a Vale, apresentou crescimento ao longo dos últimos anos. O volume anual movimentado passou de cerca de 420 mil toneladas em 2010 para quase 1 milhão de toneladas em 2025.
A produção de cobre que abastece a operação é proveniente das minas de Sossego, em Canaã dos Carajás, e Salobo, em Marabá. Juntas, as unidades somaram 293 mil toneladas de cobre concentrado em 2025, aumento de 10,5% em relação ao ano anterior.
A renovação do contrato ocorre em um contexto de expansão da demanda por cobre, metal utilizado em aplicações como geração de energia renovável, redes elétricas e veículos elétricos. Segundo a companhia, a meta é ampliar a produção global para 700 mil toneladas até 2035.