
O Sistema Campo Limpo, programa brasileiro de logística reversa de embalagens vazias de defensivos agrícolas, alcançou novos patamares de eficiência em 2025, de acordo com seu Relatório de Sustentabilidade. O programa reduziu em 5% seu gasto operacional por quilo de embalagem destinada e expandiu sua atuação para mais locais no Brasil.
Os dados do Relatório de Sustentabilidade do Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (inpEV), entidade que representa a indústria de defensivos agrícolas no Sistema, mostram que o gasto operacional aumentou 10%, passando de R$ 247,967 milhões em 2024 para R$ 273,039 milhões em 2025, enquanto o volume destinado cresceu 11%, alcançando 75.996 toneladas.
O resultado evidencia a capacidade do Sistema de ganhar escala com eficiência, diluindo custos e fortalecendo seu equilíbrio financeiro.
"O ano de 2025 consolidou o avanço do Sistema Campo Limpo, com crescimento acima das projeções e evolução consistente nos indicadores de eficiência operacional. Isso mostra a maturidade do Sistema e sua capacidade de atender à demanda crescente com capilaridade, organização e uso cada vez mais racional dos recursos. Trata-se de um trabalho de conscientização e que conta com o engajamento de todos os elos da cadeia agrícola. Tornamos realidade um modelo que é orgulho para o Brasil sendo o mais eficiente do planeta em logística reversa, por isso somos referência mundial" destaca Marcelo Okamura, diretor-presidente do inpEV.
Desde 2002, o Sistema já destinou corretamente mais de 900 mil toneladas de embalagens vazias de defensivos agrícolas, consolidando um modelo que combina a responsabilidade compartilhada entre agricultores, indústria, canais de distribuição e poder público.
Evolução na gestão
De acordo com Marcelo, esse avanço também se reflete na estrutura de financiamento. "No último ano, a participação das contribuições das empresas fabricantes caiu de 34% para 30%, movimento que indica uma redução gradual da dependência de aportes diretos e confirma a trajetória de amadurecimento econômico deste modelo."
Esse desempenho reforça a evolução consistente da gestão ao longo dos últimos anos, com ganhos contínuos de eficiência operacional. Hoje, cerca de 70% dos custos da operação já são cobertos por receitas geradas pelo próprio Sistema, resultado de um modelo que combina escala, produtividade e diversificação de fontes.
A evolução é sustentada por uma gestão orientada por indicadores, produtividade e pelo incentivo de receitas complementares, como a prestação de serviços de gestão ambiental aos recicladores homologados e o arrendamento de ativos para a Campo Limpo Reciclagem e Transformação de Plásticos S.A., recicladora parceira, que contribuem para reduzir o custo total suportado pelos associados, impulsionando a economia circular no setor agrícola.
Resultados operacionais
No campo operacional, 100% das embalagens foram destinadas corretamente, com 92% das embalagens tendo como destino a reciclagem, índice que reforça a eficiência do Sistema. A operação é viabilizada por uma rede estruturada, com 424 unidades de recebimento em funcionamento, 12 recicladores parceiros e a homologação de 38 tipos de artefatos, incluindo novas embalagens e tampas para defensivos agrícolas.
Além do desempenho econômico, a educação é um dos pilares do Sistema Campo Limpo. Criado em 2010, o Programa de Educação Ambiental (PEA) Campo Limpo apoia escolas na complementação de conteúdos sobre meio ambiente, com foco na conscientização de alunos e professores sobre a gestão adequada de resíduos e a adoção de práticas sustentáveis. Desde então, já impactou 3.153.004 estudantes em todo o país. Apenas em 2025, mais de 3.200 escolas participaram da iniciativa, alcançando mais de 285 mil alunos e cerca de 15 mil educadores em 402 municípios de 23 estados.