
A Patrus Transportes divulgou a 16ª edição de seu Relatório ESG, referente ao exercício de 2025, destacando avanços nas áreas ambiental, social e de governança. Entre os principais indicadores apresentados estão a neutralização de aproximadamente 7 mil toneladas de dióxido de carbono (CO₂), a redução de 42,2% na gravidade dos acidentes de trabalho e investimentos de cerca de R$ 2 milhões em projetos sociais.
Segundo a transportadora, a publicação consolida as iniciativas desenvolvidas ao longo do último ano e reforça a integração da agenda ESG à estratégia de negócios. A empresa atua há mais de 50 anos no transporte de cargas fracionadas e possui mais de 95 unidades distribuídas em 11 estados.
No eixo ambiental, a Patrus informou que neutralizou cerca de 20% de suas emissões totais de gases de efeito estufa por meio do cancelamento voluntário de créditos de carbono em parceria com o Projeto BAESA, voltado à geração de energia limpa. No período, as emissões totais da companhia registraram redução de 2,36% em relação ao ano anterior.
Outro destaque foi a evolução do programa EcoFrota, responsável pela ampliação do uso de gás natural veicular (GNV) na operação. Atualmente, o combustível representa 7,78% da matriz energética da empresa, avanço de 2,38% em comparação com 2024. Segundo a Patrus, o GNV pode reduzir em até 21% as emissões de CO₂ e em 53% as emissões de monóxido de carbono frente à gasolina.
A empresa também mantém uma frota elétrica na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Em 2025, os veículos transportaram 59,6 toneladas de carga e evitaram a emissão de aproximadamente 143 toneladas de CO₂.
Na área de infraestrutura, a companhia informou operar com iluminação 100% em LED em todas as unidades, além de dois complexos de geração solar fotovoltaica instalados em Montes Claros e Uberlândia (MG). Os sistemas produziram mais de 1,97 milhão de kWh de energia limpa ao longo do ano.
No campo social, o relatório mostra investimentos próximos de R$ 2 milhões por meio do Instituto Marum Patrus (IMAP). Entre as iniciativas destacadas está o programa Transportando Solidariedade, que percorreu cerca de 135 mil quilômetros para distribuir 714 toneladas de doações, beneficiando aproximadamente 64 mil pessoas.
Em parceria com a organização Amigos do Bem, a transportadora também realizou o transporte de 1,6 milhão de quilos de insumos destinados ao sertão nordestino, operação cujo apoio foi estimado em R$ 3 milhões.
A companhia informou ainda que o programa Jovem no Transporte já capacitou 403 participantes desde sua criação, sendo que 42% deles foram contratados pela própria empresa.
Na formação profissional, a Universidade Patrus contabilizou cerca de 15 mil capacitações concluídas em 2025, totalizando 12.682 horas de treinamento e 1.616 colaboradores atendidos. O Programa de Formação Acadêmica beneficiou 74 profissionais com apoio financeiro para cursos de graduação e pós-graduação, crescimento de 42,3% em relação ao ano anterior.
Em saúde e segurança do trabalho, a empresa registrou redução de 42,2% na gravidade dos acidentes de trabalho em comparação com 2024.
Na área de governança, o relatório destaca a atuação dos conselhos e comitês internos, além do fortalecimento das práticas de compliance, integridade e combate à corrupção. A companhia também informou avanços em projetos voltados à inovação, como o programa Inova Patrus, iniciativas de Data & Analytics e o projeto Ciclo+, dedicado à melhoria contínua dos processos operacionais.
Outro destaque foi a atuação do Comitê da Diversidade, criado em 2023, que passou a reunir 43 integrantes distribuídos por 20 filiais, desenvolvendo ações relacionadas à equidade de gênero, diversidade racial, inclusão de pessoas com deficiência e saúde mental.
Elaborado com base nas diretrizes da Global Reporting Initiative (GRI), o relatório também está alinhado aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 das Nações Unidas. Segundo o CEO da Patrus Transportes, Marcelo Patrus, a estratégia da companhia é manter a agenda ESG integrada às decisões de negócio, com foco em governança, inovação, eficiência operacional e descarbonização da logística.