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Região Sul recebe R$ 389 milhões para infraestrutura aeroportuária regional

Recursos do Ministério de Portos e Aeroportos abrangem estudos, obras e sistemas operacionais em terminais do interior
Por Redação em 27 de janeiro de 2026 às 7h14
Região Sul recebe R$ 389 milhões para infraestrutura aeroportuária regional
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

O Ministério de Portos e Aeroportos anunciou a destinação de R$ 389,4 milhões para investimentos em infraestrutura aeroportuária na Região Sul do Brasil, com foco em aeroportos regionais localizados fora dos grandes centros. O pacote de recursos contempla estudos técnicos, elaboração de projetos, instalação de estações meteorológicas e execução de obras, com impacto direto sobre a capacidade operacional e a integração logística desses terminais.

Os investimentos foram anunciados em dezembro e fazem parte da estratégia federal de ampliação e qualificação da aviação regional, considerada um elo relevante para o transporte de passageiros, cargas e insumos em cadeias produtivas locais. A melhoria da infraestrutura aeroportuária no interior contribui para reduzir gargalos logísticos, ampliar a conectividade regional e fortalecer o escoamento de mercadorias de maior valor agregado ou com restrições de tempo.

Na frente de estudos e projetos básicos, estão previstos cerca de R$ 8 milhões para os aeroportos de Chapecó, em Santa Catarina, e de Guarapuava e Toledo, no Paraná. Essa etapa é necessária para subsidiar futuras intervenções físicas, incluindo ampliações, adequações operacionais e modernizações dos terminais, permitindo que as obras sejam executadas com maior previsibilidade técnica e orçamentária.

Outro eixo do pacote envolve a instalação de estações meteorológicas, com aporte de R$ 14,4 milhões. Serão contemplados os aeroportos de Blumenau, em Santa Catarina, e de Arapongas e Francisco Beltrão, no Paraná. A implantação desses sistemas visa ampliar a segurança e a regularidade das operações aéreas, reduzindo riscos associados a condições climáticas adversas e melhorando o planejamento de voos, inclusive para operações logísticas e de transporte regional de cargas.

O anúncio também inclui reforço orçamentário para obras de melhorias de infraestrutura nos aeroportos de Cascavel, no Paraná, e de Toledo. As intervenções envolvem adequações físicas e operacionais, com o objetivo de ampliar a capacidade de atendimento e melhorar a eficiência dos terminais.

De acordo com o Ministério de Portos e Aeroportos, os investimentos buscam direcionar recursos para pontos considerados estratégicos para o desenvolvimento regional, priorizando aeroportos que exercem papel relevante na mobilidade, no suporte às atividades econômicas locais e na integração com outros modais de transporte.

Além do pacote destinado à Região Sul, o ministério estruturou uma carteira de investimentos mais ampla para os próximos dois anos, que soma mais de R$ 1,8 bilhão. O planejamento reúne tanto recursos já definidos quanto verbas reservadas para aeroportos que ainda passarão pelas fases de estudos e elaboração de projetos técnicos.

Para o próximo ciclo, a carteira federal inclui 34 novos empreendimentos distribuídos em 31 aeroportos localizados em 16 estados. A estratégia está organizada em três frentes. A primeira reúne projetos em estágio mais avançado, com previsão de execução de obras e investimentos estimados em R$ 531 milhões. A segunda contempla novos projetos considerados prioritários, com início previsto a partir de 2026 e volume de recursos superior a R$ 1 bilhão. A terceira frente é voltada a aeroportos situados em regiões remotas e na Amazônia Legal, com cerca de R$ 250 milhões.

Segundo o planejamento do ministério, a fase de estudos técnicos tem papel central na definição das intervenções necessárias em cada terminal, permitindo maior alinhamento entre demanda operacional, segurança, capacidade logística e viabilidade econômica. A abordagem busca acelerar a execução das obras após a conclusão dos projetos, reduzindo prazos e incertezas na aplicação dos recursos públicos.

No contexto logístico, os investimentos em aeroportos regionais da Região Sul tendem a ampliar a conectividade aérea entre polos produtivos, centros de consumo e mercados nacionais, além de apoiar operações de transporte de cargas urgentes, serviços especializados e integração com cadeias industriais e do agronegócio.

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