
A companhia mexicana TM Aerolíneas recebeu autorização para operar transporte aéreo internacional regular de cargas com origem ou destino no Brasil. A permissão foi concedida pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) por meio da Portaria nº 18.932/2026, publicada em 13 de março.
A autorização permite que a empresa realize voos cargueiros internacionais envolvendo o território brasileiro, ampliando as opções logísticas para o envio e recebimento de mercadorias no comércio exterior. Segundo a agência reguladora, a decisão foi tomada após a companhia cumprir os requisitos técnicos e regulatórios exigidos para a operação.
Conhecida comercialmente como Awesome Cargo, a TM Aerolíneas tem sede na Cidade do México e já vinha realizando há alguns meses a rota China-Campinas (SP) por meio de voos fretados.
De acordo com dados da Anac, os aeroportos brasileiros movimentaram 1,34 bilhão de quilos de cargas em 2025, considerando voos domésticos e internacionais. Desse total, 881,7 milhões foram transportados em rotas entre o Brasil e outros países, o equivalente a 65,4% do volume total. Já as operações domésticas responderam por 465,4 milhões de quilos, cerca de 34,6% da carga aérea movimentada no período, segundo o Relatório de Oferta e Demanda da agência.
Entre os principais parceiros comerciais do Brasil no transporte aéreo de cargas estão Estados Unidos, Portugal, Chile, Alemanha e Espanha, que concentram parte significativa das operações internacionais realizadas pelos aeroportos do país.
A expansão da oferta de voos cargueiros ocorre em um cenário de crescimento global do setor. Segundo a International Air Transport Association (Iata), a demanda mundial por transporte aéreo de cargas registrou alta de 4,3% em 2025, com avanço de 5,5% nas operações internacionais.
De acordo com a entidade, o crescimento tem sido impulsionado pelo aumento do comércio eletrônico, pela reorganização das cadeias globais de suprimentos e pela necessidade de transporte rápido para mercadorias sensíveis ao tempo. Nesse contexto, a entrada de novos operadores no mercado brasileiro tende a ampliar as rotas disponíveis e fortalecer a conectividade logística internacional do país.