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VLI mantém investimentos acima de R$ 1 bilhão na Ferrovia Centro-Atlântica pelo quarto ano consecutivo

Aportes previstos para 2026 somam R$ 1,2 bilhão, mesmo com processo de renovação da concessão ainda em andamento
Por Redação em 2 de fevereiro de 2026 às 7h34
VLI mantém investimentos acima de R$ 1 bilhão na Ferrovia Centro-Atlântica pelo quarto ano consecutivo
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

A VLI prevê investir cerca de R$ 1,2 bilhão na Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) em 2026, mantendo pelo quarto ano consecutivo aportes anuais superiores a R$ 1 bilhão na malha ferroviária. O volume de recursos será aplicado na manutenção da via permanente, no material rodante e em outras intervenções operacionais, com foco na continuidade das operações ferroviárias e na segurança do transporte de cargas. O investimento ocorre mesmo sem a conclusão do processo de renovação da concessão da ferrovia.

Com o aporte previsto para 2026, o total investido pela companhia na FCA entre 2023 e 2026 deverá alcançar aproximadamente R$ 4,8 bilhões. Desde 2014, os investimentos acumulados da VLI na concessão somam mais de R$ 17 bilhões. A estratégia de manutenção dos aportes acompanha a relevância da FCA para o sistema logístico nacional e para os fluxos de transporte atendidos pela malha.

Segundo a VLI, os investimentos contínuos buscam assegurar a operação da ferrovia, que integra diferentes regiões do país e atende cadeias produtivas que dependem do transporte ferroviário para o escoamento de cargas. A companhia atua na FCA há 15 anos e, ao longo desse período, direcionou recursos para a modernização da infraestrutura e para a manutenção dos ativos ferroviários.

O processo de prorrogação da concessão da FCA, ainda em análise, prevê um novo ciclo de investimentos estimado em mais de R$ 30 bilhões. Caso a renovação seja concluída, o projeto contempla a ampliação da capacidade da ferrovia, com expectativa de aumento superior a 40% nos volumes atualmente transportados. A projeção inclui impactos sobre setores como agronegócio, indústria, siderurgia e construção civil, que utilizam a ferrovia como alternativa logística para transporte de grandes volumes.

A proposta de renovação também prevê a execução de obras de mobilidade urbana em municípios atravessados pela malha da FCA, com intervenções voltadas à redução de conflitos entre a ferrovia e o tráfego urbano. De acordo com as estimativas apresentadas, as obras associadas à prorrogação da concessão poderão gerar mais de 15 mil postos de trabalho diretos e indiretos ao longo do período de implantação.

No contexto da reorganização da malha ferroviária, a renovação da FCA inclui novos formatos de utilização de trechos existentes. Entre as iniciativas previstas está o chamamento público para novos operadores no Corredor Minas–Rio, que, conforme cronograma do governo federal, deverá ocorrer em abril. O modelo busca ampliar o acesso à infraestrutura ferroviária e estimular a entrada de novos operadores logísticos.

A Ferrovia Centro-Atlântica conecta polos produtores das regiões Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste a mercados consumidores e corredores de exportação. A malha atravessa estados como Minas Gerais, Espírito Santo, Goiás, Bahia e São Paulo, desempenhando papel relevante no transporte de cargas como grãos, minérios, combustíveis e produtos siderúrgicos. A operação ferroviária contribui para a redução de custos logísticos em comparação ao transporte rodoviário e para a diversificação da matriz de transporte no país.

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