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Governo federal articula carteira ferroviária para ampliar capacidade logística em MS

Conjunto de projetos inclui novos ramais privados e leilão da Malha Oeste com foco no escoamento de cargas ao Sudeste
Por Redação em 13 de fevereiro de 2026 às 7h04
Governo federal articula carteira ferroviária para ampliar capacidade logística em MS
Foto: Mairinco de Pauda/Semadesc
Foto: Mairinco de Pauda/Semadesc

O Ministério dos Transportes trabalha para estruturar ainda em 2026 uma carteira de projetos ferroviários em Mato Grosso do Sul voltada à ampliação da capacidade de transporte de cargas e à integração com corredores de exportação. A iniciativa envolve autorizações privadas, concessões e investimentos em novos trechos destinados a conectar polos industriais e produtivos ao Porto de Santos (SP).

O avanço da agenda ocorre após o início das obras do ramal ferroviário associado ao projeto industrial da Arauco em Inocência. A ligação atende à cadeia de celulose e integra o modelo de autorizações ferroviárias adotado para expansão da malha nacional. A movimentação reforça o papel do Estado como ponto de conexão entre produção e rotas de exportação no Centro-Oeste.

Além desse empreendimento, a carteira inclui projetos autorizados pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), entre eles trechos planejados por Suzano e Eldorado Brasil Celulose, e o processo de concessão da Malha Oeste. A proposta do governo federal é ampliar a participação de empresas privadas na expansão da infraestrutura ferroviária, com foco na redução de custos logísticos e na redistribuição do transporte de cargas atualmente concentrado no modal rodoviário.

Os investimentos previstos somam bilhões de reais e abrangem ligações entre unidades industriais, áreas de produção e corredores de exportação. O edital para a concessão da Malha Oeste deve ser lançado nos próximos meses, com previsão de leilão ainda em 2026. O trecho atravessa Mato Grosso do Sul e conecta a região ao Sudeste, sendo considerado parte da estrutura de escoamento de celulose, grãos e combustíveis.

Avaliações do setor indicam que a viabilidade operacional dos projetos depende da garantia de demanda e de regras de acesso à infraestrutura existente. A disponibilidade de carga contratada e a definição de condições de circulação até terminais portuários são fatores apontados como determinantes para a participação de investidores. O Ministério dos Transportes mantém o cronograma e trata a expansão ferroviária como instrumento para reorganização do fluxo de cargas e integração logística regional.

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