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GWM realiza transporte de carga com caminhão a hidrogênio entre USP e Interlagos

Veículo movido a célula a combustível tracionou cegonheira com carros eletrificados e inicia avaliação prática da tecnologia para transporte pesado no Brasil
Por Redação em 27 de agosto de 2026 às 8h20
GWM realiza transporte de carga com caminhão a hidrogênio entre USP e Interlagos
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

A GWM realizou o que classifica como o primeiro transporte de carga da América Latina utilizando um caminhão movido a célula a combustível de hidrogênio. O veículo tracionou uma carreta cegonheira carregada com carros e SUVs eletrificados da marca entre o Laboratório de Hidrogênio do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), na Cidade Universitária da USP, e o Autódromo de Interlagos, em São Paulo.

Segundo a empresa, a operação foi a primeira demonstração do caminhão em uma situação real de transporte de carga no Brasil. Os veículos transportados serão utilizados durante o Festival Interlagos, onde o caminhão também ficará disponível para test-drive da imprensa e convidados no dia 26.

O modelo é um caminhão elétrico movido por célula a combustível (FCEV). O sistema utiliza o hidrogênio armazenado nos cilindros e o oxigênio do ar para gerar eletricidade, que alimenta o motor elétrico. De acordo com a GWM, o processo gera apenas vapor d'água no escapamento.

O caminhão conta com bateria de 105 kWh e cilindros de fibra de carbono com capacidade para armazenar até 40 kg de hidrogênio a uma pressão de até 350 bar. O conjunto entrega até 400 kW (544 cv) de potência e 2.700 Nm de torque, com autonomia de até 500 km e possibilidade de reabastecimento em poucos minutos.

Com peso bruto total de 49 toneladas, o veículo pesa 10,8 toneladas vazio. Segundo a companhia, o peso é cerca de 500 kg inferior à média de modelos concorrentes, o que amplia a capacidade útil de transporte. O caminhão também possui sistema de recuperação de energia durante frenagens e desacelerações.

A iniciativa faz parte da parceria entre a GWM e o IPT para a realização de testes e estudos relacionados à segurança, ao desempenho e à viabilidade do uso do hidrogênio em veículos pesados. O Laboratório de Hidrogênio do instituto possui duas estações de abastecimento: uma de 700 bar para veículos leves e outra de 350 bar destinada a veículos pesados.

Com a infraestrutura do IPT, a GWM passa a contar com um ponto de abastecimento para o caminhão em São Paulo. O acordo também prevê pesquisas envolvendo tanques de alta pressão, segurança e eficiência energética.

“Estamos falando de uma tecnologia que une a robustez e confiabilidade de um caminhão elétrico e a autonomia proporcionada pelo hidrogênio verde com um processo de abastecimento rápido e zero emissão do tanque à roda”, afirma Davi Lopes, head da GWM Hydrogen Brasil.

A tecnologia é desenvolvida pela FTXT, subsidiária da GWM na China voltada a sistemas de célula a combustível e componentes para aplicações com hidrogênio. Segundo a companhia, mais de 30 mil veículos com tecnologias semelhantes já circulam no mercado chinês.

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