
A Gelog realizou operação de transporte rodoviário no Sistema Anchieta-Imigrantes com caminhão elétrico Sany de 588 kW, transportando dois contêineres em composição de nove eixos, com carga aproximada de 50 toneladas. A iniciativa insere o uso de tração elétrica em um dos principais corredores logísticos do país e indica adaptação operacional do transporte pesado às exigências relacionadas à redução de emissões.
A operação envolveu deslocamento em trecho de serra utilizado para ligação entre polos industriais e portuários, rota relevante para o fluxo de cargas conteinerizadas e para a organização de cadeias de abastecimento no estado de São Paulo. A utilização de veículo elétrico nesse percurso amplia o debate sobre alternativas energéticas no transporte rodoviário e seus impactos sobre planejamento logístico, infraestrutura e custos operacionais.
Segundo informações da empresa, a movimentação integra sequência de operações iniciadas anteriormente com o uso de caminhão elétrico em transporte com contêiner em atividade comercial. A nova execução elevou o volume transportado e manteve o uso do veículo em ambiente operacional, inserindo a tecnologia em atividades regulares de logística e distribuição.
A adoção de tração elétrica em transporte rodoviário envolve adaptação de planejamento de rota, análise de autonomia energética, monitoramento de desempenho do equipamento, gestão de risco operacional e coordenação com clientes e pontos de destino. Esses fatores integram o processo de avaliação sobre viabilidade da eletrificação no transporte de cargas, tema presente na agenda do setor diante de mudanças regulatórias e metas relacionadas à redução de emissões.
De acordo com declaração institucional do presidente da Gelog, Adriano Fajardo, a operação está associada à estratégia de investimentos da empresa em soluções alinhadas a demandas futuras do mercado. O executivo afirmou que a adoção de novas tecnologias integra o posicionamento corporativo voltado à adaptação do transporte de cargas às transformações do ambiente regulatório e competitivo.
A eletrificação do transporte rodoviário é analisada por agentes do setor como alternativa para redução de emissões associadas ao deslocamento de mercadorias, especialmente em rotas que concentram grande volume de tráfego. A utilização de caminhões elétricos em composições de grande capacidade amplia o escopo desse debate ao incorporar operações com cargas pesadas e rotas de alta utilização logística.
Além do desempenho energético, a execução de operações desse tipo envolve integração com a cadeia logística, incluindo coordenação com embarcadores, terminais e destinos industriais. A incorporação de novos sistemas de propulsão demanda adaptação de processos e análise de impacto sobre produtividade, planejamento de frota e estrutura de suporte técnico.