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Roubo de cargas em São Paulo cai 30,7% até agosto, mas segue como desafio para transportadoras

Estado registrou 1.638 ocorrências nos oito primeiros meses de 2026, menor volume para o período desde 2001, segundo dados da Secretaria da Segurança Pública
Por Redação em 27 de outubro de 2026 às 12h28
Roubo de cargas em São Paulo cai 30,7% até agosto, mas segue como desafio para transportadoras
Foto: Divulgação
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O estado de São Paulo registrou 1.638 roubos de carga entre janeiro e agosto de 2026, uma redução de 30,7% em relação ao mesmo período de 2025. Os dados, divulgados pelo Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região (SETCESP) com base em informações da Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo, representam o menor número de ocorrências para os oito primeiros meses do ano desde o início da série histórica, em 2001. Na comparação com 2024, quando foram registrados 3.246 casos no período, a queda chega a 49,5%.

Em agosto, foram contabilizados 184 roubos de carga, redução de 28,4% em relação ao mesmo mês do ano anterior e o menor resultado mensal da série histórica. Apesar da queda, o volume corresponde a uma média de aproximadamente 5,9 ocorrências por dia. No acumulado dos 12 meses encerrados em agosto, o estado somou 2.745 casos, 28,3% abaixo dos 3.828 registrados nos 12 meses anteriores.

Para a Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de São Paulo (FETCESP), os resultados refletem, entre outros fatores, a integração entre as forças de segurança e o setor produtivo, além do uso de inteligência e de tecnologias de gerenciamento de risco pelas transportadoras. “A redução das ocorrências mostra que as ações de segurança vêm produzindo efeitos concretos e melhora o ambiente operacional para as transportadoras, especialmente em um estado com enorme concentração de fluxos logísticos e circulação de mercadorias”, afirma Carlos Panzan, presidente da entidade.

A Federação também destaca o papel do rastreamento de veículos, do monitoramento das operações, da capacitação de equipes e dos protocolos internos de segurança. Segundo Panzan, a troca de informações e a análise de dados permitem identificar padrões de ocorrência e direcionar medidas preventivas para regiões e corredores logísticos mais vulneráveis. Em agosto, dados apresentados no Sistema SPCARGA indicaram que São Paulo acumulava 31 meses consecutivos de queda nos roubos de carga. Na comparação entre os primeiros semestres de 2024 e 2026, a redução foi de 50%.

Apesar da melhora, os crimes continuam provocando perdas financeiras, riscos aos motoristas e despesas com seguros, monitoramento e estruturas de prevenção. Em 2025, São Paulo registrou 3.470 roubos de carga. Estimativas do setor apontaram prejuízos entre R$ 206,9 milhões e R$ 309,1 milhões apenas com as mercadorias roubadas, sem contabilizar os custos indiretos decorrentes das ocorrências.

A FETCESP defende a continuidade dos investimentos em inteligência e fiscalização, especialmente nas áreas com maior concentração de casos. A entidade também aponta o combate à receptação como parte da estratégia para reduzir os crimes, com ações voltadas a quem recebe, armazena e comercializa mercadorias roubadas. Para Panzan, a redução dos registros precisa ser consolidada por meio de políticas permanentes, planejamento e cooperação entre o poder público e as empresas de transporte.

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