
A APM Terminals Pecém movimentou 70.964 TEUs em agosto, maior volume registrado em um único mês desde o início das operações do terminal, no Ceará. O resultado representa alta de 26% em relação a julho de 2026, quando foram movimentados 56.242 TEUs, e crescimento de 12% na comparação com agosto de 2025, que havia registrado 63.546 TEUs.
O desempenho também superou o recorde anterior da unidade, de 70.456 TEUs, alcançado em outubro de 2025. Considerando a capacidade anual aproximada de 700 mil TEUs, o volume movimentado em agosto equivale a cerca de 10% da capacidade prevista para todo o ano.
Segundo a APM Terminals, o resultado foi impulsionado principalmente pelo início da safra de exportação de frutas do Nordeste e pelo aumento das cargas de transbordo provenientes de outros portos que enfrentaram restrições operacionais no período.
A safra elevou a movimentação de contêineres refrigerados utilizados no transporte de frutas. O mês também marcou as primeiras atracações do serviço NWC da safra 2026, que conecta o Nordeste brasileiro a mercados do norte da Europa. O serviço TANGO, voltado a mercados internacionais, também apresentou crescimento, em linha com a tradicional elevação dos volumes no segundo semestre.
Em agosto, o terminal recebeu 42 embarcações. Entre elas esteve o MSC Natasha XIII, que movimentou aproximadamente 3,8 mil TEUs em uma única escala.
“Alcançar um novo recorde demonstra nossa capacidade de acompanhar o crescimento da economia regional, oferecendo uma operação segura e confiável para nossos clientes”, afirma Daniel Rose, diretor-superintendente da APM Terminals Pecém e Suape. Segundo ele, o resultado reforça o papel do terminal como plataforma logística para as regiões Norte e Nordeste.
Para Carolina Brown, chief commercial officer da APM Terminals Pecém e Suape, o desempenho reflete o crescimento dos clientes e a capacidade de acompanhar a evolução da demanda. “O novo recorde reforça a crescente relevância de Pecém para as cadeias logísticas que atendem o Norte e o Nordeste do país”, destaca.
A empresa atribui o resultado também a medidas de melhoria contínua da eficiência operacional, com acompanhamento dos indicadores de qualidade e alinhamento entre planejamento, execução e tomada de decisão. A expectativa é de continuidade do crescimento nos próximos meses, especialmente em função da safra de exportação.