
A DHL Supply Chain passou a utilizar no Brasil uma nova solução de embalagens térmicas retornáveis para o transporte de medicamentos e insumos farmacêuticos que exigem controle de temperatura. Batizada de Platinum, a tecnologia foi desenvolvida para operações de Life Sciences & Healthcare e combina isolamento a vácuo (VIP) com elementos refrigerantes reutilizáveis (PCM).
Segundo a empresa, as caixas mantêm a temperatura das cargas por mais de 96 horas e podem alcançar até 195 horas de proteção térmica, dependendo das condições de qualificação. No mercado brasileiro, a solução está disponível em quatro tamanhos, com capacidades de 5 a 78 litros úteis, permitindo atender diferentes perfis de carga e operações de transporte com temperatura controlada.
Outro aspecto do projeto é o aproveitamento do espaço interno. De acordo com a DHL, o desenho das caixas proporciona ganho de capacidade cúbica em relação a soluções convencionais, possibilitando transportar maior volume de produtos e ampliar a eficiência das operações logísticas. A tecnologia também aumenta as possibilidades de transporte de produtos farmacêuticos pela malha logística brasileira, mantendo as condições necessárias à preservação das cargas.
“A cadeia de saúde exige níveis cada vez maiores de controle, segurança e eficiência. Com a Platinum, conseguimos ampliar nossa capacidade de atender essas demandas ao combinar proteção térmica, reutilização de embalagens e ganhos operacionais em uma única solução”, afirma Daniel Tavares, vice-presidente de Life Sciences da DHL Supply Chain Brasil.
A embalagem segue um modelo de economia circular. Após o uso, as unidades retornam às operações da DHL, onde passam por inspeção, higienização, manutenção e recondicionamento antes de serem novamente disponibilizadas. A estratégia permite múltiplos ciclos de utilização e reduz a dependência de embalagens descartáveis.
De acordo com estimativas internas da companhia, considerando cenários operacionais específicos e comparações com embalagens descartáveis convencionais, o sistema pode proporcionar redução potencial superior a 90% nas emissões de carbono. O resultado, ressalta a DHL, varia conforme fatores como número de ciclos de reutilização, condições de operação e características do processo produtivo das embalagens comparadas.