
A DHL Supply Chain ampliou a operação logística da biofarmacêutica Bristol Myers Squibb (BMS) no Brasil com a transferência das atividades de Itapevi (SP) para o campus logístico da empresa em Extrema (MG). A mudança busca aumentar a capacidade de resposta da operação e oferecer estrutura para acompanhar o crescimento da companhia no país.
A operação atende medicamentos de alto valor agregado, que exigem controle de temperatura, rastreabilidade e segurança em todas as etapas da cadeia. Instalada em um centro de distribuição multicliente, a estrutura reúne recursos tecnológicos e procedimentos alinhados às exigências sanitárias da indústria farmacêutica.
O campus da DHL em Extrema conta com áreas climatizadas entre 15°C e 25°C, antecâmaras para manuseio entre 8°C e 16°C e câmaras refrigeradas entre 2°C e 8°C. A configuração permite armazenar diferentes perfis de medicamentos conforme suas necessidades de conservação.
O escopo inclui o recebimento de produtos importados, armazenagem, controle de inventário, carimbagem das embalagens conforme as exigências regulatórias, gestão de pedidos, unitização, embalagem e expedição. A DHL também administra as câmaras refrigeradas e coordena a distribuição para hospitais e distribuidores especializados em todo o país.
“Este projeto marca uma nova etapa de uma parceria construída com base em confiança, conhecimento técnico e compromisso com a qualidade”, afirma Daniel Tavares, vice-presidente de Operações de Life Sciences e Healthcare da DHL Supply Chain Brasil. Segundo ele, a operação em Extrema reforça a capacidade da empresa de oferecer uma cadeia logística segura e alinhada às exigências do setor farmacêutico.
As entregas são realizadas pela DHL Health Logistics, marca do Grupo DHL voltada a soluções para os setores de Ciências da Vida e Saúde. O transporte de medicamentos com controle de temperatura é feito por via rodoviária e, quando necessário, pelo modal aéreo.
Para Flávia Zanetti, diretora Financeira da BMS Brasil, a transferência representa um avanço estratégico para a companhia. “A nova estrutura nos permite operar com maior capacidade, segurança e controle de qualidade, elementos fundamentais para garantir que nossos medicamentos de alto valor agregado cheguem aos pacientes com toda a integridade exigida”, destaca.
O modelo multicliente permite ajustar equipes, áreas e recursos conforme a demanda, além de oferecer flexibilidade diante de mudanças operacionais e situações de contingência. A operação brasileira também está integrada ao ecossistema global de Life Sciences da DHL, que mantém projetos com a BMS em mercados como Estados Unidos, México e Turquia.