
A Vibra Energia concluiu a ampliação da Base de Suape, em Pernambuco, elevando a capacidade total de armazenagem de 142.542 m³ para 247.996 m³. O investimento no complexo superou R$ 100 milhões e consolida o terminal como principal estrutura da companhia em volume de tancagem no país.
Com a expansão, a unidade passa a operar como hub logístico para o suprimento de combustíveis e biocombustíveis no Nordeste. A base funciona em modelo de pool logístico compartilhado com a Raízen e a Ipiranga, integrando operações e infraestrutura.
A ampliação incluiu a construção de seis tanques com capacidade de 14.000 m³ cada, flexíveis para armazenamento de etanol anidro e gasolina, além de um tanque de 10.000 m³ de diesel S10 e outro de 10.000 m³ de querosene de aviação. Com isso, o terminal amplia a capacidade de movimentação de produtos e reforça sua função estratégica para operações com navios-tanque e distribuição em larga escala na região.
Segundo Daniel Drumond, vice-presidente executivo de Operações da Vibra, o projeto ampliou a capacidade operacional da base, com destaque para o aumento da movimentação de biocombustíveis. Representantes da Ipiranga e da Raízen afirmam que o modelo compartilhado permite ganhos operacionais e maior integração logística no Nordeste.
A capacidade de expedição foi ampliada com a instalação de três novas plataformas de carregamento bottom, totalizando dez ilhas. O sistema permite carregamento de combustíveis pela parte inferior dos caminhões, com controle automatizado.
A estrutura também recebeu nova subestação de energia elétrica, separador de água e óleo, pátio de bombas e portaria de acesso. O sistema de combate a incêndio passou a operar de forma autônoma, com tanque de água de 10.000 m³, quatro motores e linhas dedicadas.
As obras tiveram início em agosto de 2021 e foram concluídas em setembro de 2025, envolvendo equipes das áreas de operações e engenharia da companhia.
A ampliação da Base de Suape integra a estratégia de fortalecimento das rotas de cabotagem da Vibra, especialmente no eixo Sul/Sudeste–Nordeste. O terminal atua como ponto de recebimento e expedição de etanol, biodiesel e derivados transportados por via marítima.
Em 2025, a empresa movimentou 76,7 milhões de litros de biodiesel entre Rio Grande (RS) e Suape (PE). Para 2026, a projeção é de crescimento de pelo menos 10% nos volumes de biodiesel transportados por cabotagem, impulsionado pela expectativa de aumento da mistura obrigatória do biocombustível.
A ampliação da tancagem e da capacidade operacional permite maior utilização do modal marítimo, reduzindo a dependência do transporte rodoviário de longa distância. A companhia afirma que a estratégia contribui para eficiência logística, redução de custos e apoio às metas de descarbonização.
A expansão da base faz parte do plano anual de investimentos da Vibra em infraestrutura logística, estimado entre R$ 400 milhões e R$ 500 milhões por ano em todo o país.