A Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo (Semil) iniciou a consulta pública para receber contribuições ao Plano de Logística e Investimentos de São Paulo (PLI-SP 2050). A iniciativa busca ampliar a participação da sociedade civil, especialistas, setor produtivo e instituições públicas na formulação do plano, que irá nortear os investimentos em infraestrutura logística nas próximas décadas.
A consulta está disponível no site oficial do projeto e permite o envio de sugestões em seis eixos temáticos: Polos de Desenvolvimento Regional, Ligação Planalto-Baixada, Recuperação de Ramais Ferroviários, Dutovias para Biocombustíveis, Ampliação de Hidrovias e Mobilidade no Vale do Ribeira. Esses eixos foram definidos como estratégicos para promover maior eficiência logística, integração modal e desenvolvimento regional com menor impacto ambiental.
O PLI-SP 2050 propõe a estruturação de soluções logísticas com base em inovação, dados técnicos e critérios de sustentabilidade. A expectativa é que o plano oriente a definição de uma carteira de projetos estruturantes, contribuindo para a modernização da malha logística estadual, a integração entre diferentes modais de transporte e a competitividade da economia paulista.
De acordo com Denis Gerage Amorim, Subsecretário de Logística e Transportes da Semil, as contribuições que não estiverem diretamente relacionadas aos eixos temáticos definidos não serão incorporadas nesta fase, mas todas serão analisadas ao longo da estruturação do plano. A proposta, segundo o subsecretário, é desenvolver o PLI-SP 2050 de forma colaborativa, integrando perspectivas da gestão pública, do setor privado e da sociedade civil.
A consulta pública integra uma agenda mais ampla de escutas técnicas promovidas nos últimos meses pela Semil. Foram realizadas reuniões com representantes de concessionárias, operadores logísticos, associações setoriais e instituições públicas. Entre os destaques desses encontros estão as discussões com o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), com foco em sustentabilidade e resiliência da infraestrutura, e as inovações tecnológicas apresentadas pela Associação Brasileira de Engenharia Ferroviária (Abifer), como locomotivas movidas a hidrogênio.
Também foram abordadas soluções para expansão da capacidade hidroviária, modernização da malha ferroviária, investimentos em terminais e estratégias intermodais que conectam portos, ferrovias, hidrovias e dutovias.
As contribuições oriundas da consulta pública e das reuniões técnicas serão incorporadas ao diagnóstico técnico atualmente em elaboração. A versão final do plano, com a carteira de projetos estratégicos, está prevista para ser apresentada até meados de 2026.