
O mercado brasileiro de logística segue em trajetória de fortalecimento e destaque entre os países emergentes, de acordo com o relatório “Bold Predictions for 2026: Supply Chain Trends to Watch”, da desenvolvedora e administradora de galpões logísticos Prologis. Os principais pontos observados para 2026 no Brasil incluem vacância baixa e caindo, oferta restrita de galpões modernos, crescimento acelerado de aluguéis e valorização dos ativos existentes.
O relatório reúne sete tendências macroeconômicas e setoriais que deverão moldar as cadeias de suprimentos e a ocupação de imóveis logísticos no próximo ano. A análise foi responsável por seis das sete previsões acertadas em 2025.
Confira as previsões da Prologis para 2026:
1. Mercados internacionais devem superar expectativas
A Prologis projeta que a Europa reduzirá sua taxa de vacância para abaixo de 5%, enquanto o Brasil deve registrar crescimento de aluguéis em dois dígitos pelo quarto ano consecutivo. Na Índia, movimentos de modernização e entrada de capital institucional devem impulsionar uma nova onda de desenvolvimento e ocupação.
2. Mercados porta de entrada nos EUA terão demanda mais alta em três anos
Regiões estratégicas como Inland Empire, na Califórnia, e a região de Nova Jersey devem observar forte absorção de galpões modernos, impulsionada por empresas que buscam aproximar estoques dos centros de consumo e reduzir custos logísticos.
3. Utilização de armazéns nos EUA alcança patamar expansivo
A taxa de utilização logística seguirá em alta e deve atingir o “nível expansivo”, que simboliza quando os ocupantes esgotam sua capacidade atual e iniciam um ciclo mais agressivo de novos contratos. Esse movimento tende a pressionar a oferta e acelerar novos desenvolvimentos.
4. E-commerce será responsável por quase 25% das novas locações
Com o avanço das vendas digitais, que devem atingir cerca de 20% da participação global, empresas de e-commerce devem liderar o crescimento da ocupação logística, reforçando a necessidade de imóveis modernos e bem localizados.
5. Instalações power-ready tornam-se prioridade global
A disponibilidade de energia passa a integrar o top 3 dos fatores mais determinantes na escolha de novas instalações pelas empresas. As operações automatizadas e soluções avançadas de manufatura demandam até 5 vezes mais energia que a base de 2024, elevando a importância de parques logísticos preparados para alta demanda elétrica.
6. Demanda ligada à defesa impulsiona corredores industriais nos EUA e Europa
O crescimento dos investimentos em defesa deve reativar regiões industriais maduras e estimular a criação de uma nova categoria de ativos logísticos especializados, um segmento no qual a Prologis tem histórico e capacidade técnica para atuar.
7. Capacidade de transporte rodoviário continuará encolhendo
A diminuição estrutural da oferta de caminhoneiros e transportadoras, somada a regulamentações mais rígidas, deve resultar em aumentos de frete de dois dígitos em 2026. Isso ampliará a importância de ativos próximos aos centros de consumo, reduzindo percursos e custos operacionais.