
A Green Fuel lançou o GF420, sistema desenvolvido para auxiliar a combustão de motores a diesel por meio da produção de hidrogênio a bordo. Voltada principalmente a veículos pesados, a tecnologia busca reduzir o consumo de combustível sem a necessidade de substituir os caminhões ou alterar sua matriz energética.
O equipamento utiliza a energia elétrica disponível no próprio veículo para produzir hidrogênio por eletrólise durante a operação. O gás é então empregado como auxiliar no processo de combustão do diesel. Como a geração ocorre sob demanda, a solução não requer o armazenamento de grandes volumes de hidrogênio ou uma infraestrutura específica de abastecimento.
A tecnologia foi submetida a um ensaio de campo realizado pela Netz Engenharia Automotiva, com metodologia baseada na norma SAE J1321, que estabelece procedimentos para testes comparativos de consumo de combustível. O estudo utilizou dois caminhões Iveco Stralis Hi Way 600S44T 6x2, um equipado com o GF420 e outro mantido em sua configuração original.
Na comparação entre o mesmo veículo com o sistema ativado e desativado, o ensaio apontou redução de 3,6% no consumo de combustível em massa. Convertido para a métrica normalmente utilizada pelos frotistas, o resultado equivale a 4,8% de redução no consumo em litros por 100 quilômetros. O relatório também registrou uma redução de 4,9% no consumo de Arla, mas classificou esse resultado como uma tendência, devido à dispersão das medições.
Segundo a Green Fuel, o GF420 foi desenvolvido como uma tecnologia complementar para frotas que ainda utilizam motores a diesel. A proposta é permitir ganhos de eficiência nos veículos existentes enquanto ocorre, de forma gradual, a transição para novas tecnologias de propulsão.
A empresa afirma que o GF420 já foi aplicado em diferentes operações, com resultados que variam de acordo com o perfil de uso. Em aplicações rodoviárias com caminhões, foram observadas reduções de consumo entre 7,8% e 14,6%, enquanto operações de distribuição registraram economias de 5,2% a 19,3%. Em coleta urbana de resíduos, acompanhamentos com dezenas de veículos indicaram redução de cerca de 7%, e testes em transporte coletivo apontaram economia próxima de 4% por viagem. A tecnologia também foi avaliada na distribuição de GLP, com redução de 8,6% no consumo, segundo a empresa.