
A Tupy iniciou a operação de uma planta-piloto dedicada à reciclagem de baterias, instalada no Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), na capital paulista. O projeto recebeu investimentos de cerca de R$ 45 milhões, considerando aportes da companhia e de parceiros, e tem capacidade para processar até 400 toneladas de baterias por ano.
A unidade tem caráter experimental e foi desenvolvida para validar, em escala industrial, processos criados em laboratório em parceria com a Universidade de São Paulo (USP), com apoio da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), uma empresa pública vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI). O modelo inclui logística reversa estruturada, com fornecimento de baterias provenientes de empresas dos setores de eletrônicos, mobilidade elétrica e sistemas de armazenamento de energia.
Segundo a companhia, a tecnologia adotada é baseada em hidrometalurgia, processo que pode reduzir em até 70% a pegada de carbono dos minerais em comparação à mineração tradicional. Além disso, a solução apresenta menor consumo de energia e água em relação a processos convencionais e permite recuperar metais como o lítio, frequentemente perdidos em outros métodos.
“Estamos construindo uma base tecnológica sólida para a economia circular no Brasil. A planta-piloto é um passo estratégico que reafirma a consolidação da Tupy como referência em soluções sustentáveis e inovadoras para a indústria”, afirma André Ferrarese, diretor de Pesquisa & Desenvolvimento da companhia.
A iniciativa integra a estratégia da empresa voltada a minerais críticos e à descarbonização da cadeia produtiva de baterias, com potencial de atender tanto o mercado nacional quanto o internacional. A estrutura foi projetada para operar com diferentes tipos de baterias, incluindo aquelas utilizadas em veículos elétricos, equipamentos eletrônicos e sistemas de energia renovável.
Além da planta-piloto, a Tupy participa de projetos voltados ao desenvolvimento da indústria nacional de baterias, como uma iniciativa coordenada pela Embrapii para produção de células no Brasil, e o projeto MagBras, focado no processamento e reciclagem de terras raras.
O movimento reforça o avanço de soluções de economia circular no setor logístico e industrial, com impacto direto na gestão de resíduos, reaproveitamento de materiais e redução de emissões na cadeia de suprimentos.