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Jamef cria "Escola de Motoristas" para enfrentar déficit no transporte rodoviário

Após projeto piloto, empresa confirma novas turmas para 2026 e planeja expandir o programa para outras filiais
Por Redacción el 14 de enero de 2026 a las 7h52
Jamef cria "Escola de Motoristas" para enfrentar déficit no transporte rodoviário
Foto: Divulgação / Jamef
Foto: Divulgación / Jamef

O transporte rodoviário de cargas, responsável por cerca de 65% da movimentação de mercadorias no Brasil, vive um cenário desafiador: dados da Confederação Nacional do Transporte (CNT) e da Federação Interestadual dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários (FITRANS) indicam que o País tem déficit superior a 120 mil motoristas qualificados. A situação é agravada por fatores como envelhecimento acelerado da categoria, perda de profissionais e rotatividade elevada.

Para combater esse cenário, a transportadora Jamef criou em 2025 a Escola de Motoristas, programa de capacitação interna destinado a colaboradores que desejam obter uma nova qualificação e ingressar na carreira de motorista. De acordo com a empresa, a ação não é pontual e busca preparar profissionais alinhados à cultura da empresa e suprir a demanda com condutores competentes, reforçando padrões de performance, produtividade, eficiência e segurança.

O motorista da Jamef Jailson Rodrigues da Silva foi um dos profissionais a aproveitarem o programa: "Trabalho na Jamef há quase quatro anos. Anteriormente eu atuava na área de descarregamento de carretas, mas sempre tive vontade de ser motorista de caminhão. Então surgiu essa oportunidade na companhia e hoje estou muito feliz. Com a Escola de Motoristas tive aulas práticas e teóricas e agora pretendo seguir nesta nova função. Amo o que eu faço e entrar em uma cabine de caminhão e sair por aí levando vento nos cabelos, é muito gratificante", conta.

 

Projeto piloto

Em 2025, a escola funcionou como um projeto piloto, com vagas limitadas. Até o final do mês de dezembro, mais de dez motoristas concluíram o percurso formativo, que envolveu etapas de avaliação, mudança de categoria na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e treinamento. A carga horária incluiu aulas teóricas de legislação e direção defensiva, bem como módulos práticos de condução e manutenção preventiva. A iniciativa contemplou ainda o desenvolvimento comportamental, com foco em atendimento ao cliente e gestão de riscos.

"Atuo na Jamef desde outubro de 2019, tendo passado pelos cargos de Ajudante e Auxiliar Operacional. Neste ano vi a Escola de Motoristas como uma oportunidade de crescimento na empresa e hoje sou motorista, uma profissão que é tão importante para movimentar a economia", explica Paulo Henrique Nunes, Motorista da Jamef.

Sérgio Povoa, Diretor de Gente e Gestão da Jamef, destaca que a iniciativa não só contribui com a operação da companhia, mas também ajuda a projetar novas perspectivas de carreira para quem já faz parte da empresa. "Transformar os nossos colaboradores em motoristas vai além de suprir uma necessidade: é uma resposta estratégica à rotatividade. Na Jamef, entendemos que o preparo deve vir acompanhado de qualidade de vida, por isso, aliamos a capacitação profissional a um olhar atento ao conforto do motorista em sua jornada. Além disso, zelamos pela nossa frota, que passa por manutenções rigorosas e renovações periódicas. Queremos que colaboradores saibam que é possível construir um futuro promissor ao volante, com preparo, segurança e dignidade", diz o executivo.

 

Próximas turmas em 2026

Diante dos resultados positivos e da crescente necessidade de profissionais, a Jamef confirma novas turmas para 2026. A meta é expandir o programa para outras filiais, aumentando o número de formados e contribuindo para a renovação de mão de obra no setor. Ao oferecer capacitação interna, a empresa valoriza colaboradores, reduz a rotatividade e assegura que os motoristas estejam alinhados às exigências de segurança e eficiência da companhia.

A escassez de motoristas no Brasil é um problema estrutural que exige soluções integradas. O exemplo da Jamef evidencia como iniciativas de capacitação podem contribuir para enfrentar o déficit sem depender exclusivamente do mercado externo.

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