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Escassez de motoristas atinge 88% das empresas, aponta pesquisa

Transportadoras que afirmaram ter frota ociosa, com média de oito caminhões parados por empresa
Por Redacción el 4 de marzo de 2026 a las 8h34
Escassez de motoristas atinge 88% das empresas, aponta pesquisa
Foto: Pixabay
Foto: Pixabay

A falta de caminhoneiros é uma das maiores limitações para o crescimento do transporte rodoviário de cargas, de acordo com pesquisa da NTC&Logística. O levantamento aponta que 88% das empresas relatam dificuldade na contratação de motoristas e agregados. O entrave já resulta em frota ociosa: entre as transportadoras que afirmaram ter veículos parados, a média é de oito caminhões por empresa.

A escassez de mão de obra qualificada é hoje a segunda maior limitação ao crescimento do setor, conforme respondido por 28,1% dos entrevistados. Dificuldade de contratar fica atrás apenas da piora do mercado interno, apontada por 40,7%, e à frente de dificuldade de acesso ao capital, destacada por 17%.

A NTC&Logística comenta que o setor de transportes é um segmento altamente dependente de mão de obra. Os motoristas representam 19,5% dos custos operacionais do TRC, enquanto combustível responde por 43,2% e veículos por 29,1%. Juntos, esses três insumos concentram 92% da estrutura de custos do transporte rodoviário de cargas.

Nos últimos 24 meses, o custo com mão de obra acumulou alta de 13,42%, acima da variação de veículos (2,61%) e oscilação do combustível (2,69%). Em 36 meses, o aumento chega a 20,2%. Já no acumulado de 12 meses até janeiro de 2026, a elevação foi de 7%.

Apesar da pressão de custos, as empresas enfrentam dificuldades para repassar integralmente os aumentos ao frete. Em 2025, 55,6% das transportadoras reajustaram seus preços, com aumento médio de 6%. Outras 23,7% mantiveram os valores e 20,8% aplicaram descontos médios de 5,7%.

A defasagem média entre os custos calculados pela NTC e o frete recebido é de 10,1%, conforme notociado pela Tecnologística. O prazo médio de recebimento é de 47,6 dias, e 7,3% das receitas sofrem com atrasos.

"O TRC encerrou o ano de 2025 sob forte pressão regulatória e operacional. Embora o volume de cargas tenha apresentado melhora para cerca de 40% das empresas, a rentabilidade foi impactada por três fatores críticos que exigem a recomposição imediata dos fretes", avaliou a NTC&Logística.

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