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OceanPact e CBO firmam acordo para combinação de negócios no apoio marítimo

Operação criará grupo com 73 embarcações, receita superior a R$ 4 bilhões e backlog de R$ 14 bilhões
Por Redacción el 10 de marzo de 2026 a las 9h23
OceanPact e CBO firmam acordo para combinação de negócios no apoio marítimo
Foto: Divulgação
Foto: Divulgación

A OceanPact Serviços Marítimos, companhia brasileira de apoio marítimo e serviços ambientais listada no Novo Mercado da B3, e a CBO Holding, operadora de embarcações de apoio offshore para a indústria de óleo e gás, firmaram acordo para a combinação de seus negócios. A operação será realizada por meio da incorporação da holding da CBO pela OceanPact, conforme fato relevante divulgado pelas empresas.

A conclusão da transação ainda depende da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), além do cumprimento de condições usuais para esse tipo de operação, incluindo aprovação em assembleias das companhias e anuência de credores.

Com a integração, a companhia combinada passará a operar uma frota de 73 embarcações e terá receita anual superior a R$ 4 bilhões, além de carteira de contratos (backlog) estimada em R$ 14 bilhões.

Segundo as empresas, a operação busca ampliar a capacidade operacional e gerar sinergias comerciais e operacionais, com integração das frotas e maior flexibilidade na alocação de embarcações. A combinação também deve fortalecer a geração de caixa e ampliar o potencial de distribuição de dividendos, além de diversificar a base de clientes.

Para Flavio Andrade, fundador e CEO da OceanPact, a união permitirá aumentar a capacidade de atendimento a projetos mais complexos no setor de óleo e gás. “Estamos unindo frotas, equipes e competências complementares, ganhando flexibilidade para atender contratos e ampliar nossa competitividade em projetos maiores e mais exigentes tecnicamente”, afirma o executivo.

Marcos Tinti, CEO do Grupo CBO, afirmou que a operação ocorre em um momento favorável para expansão da produção de petróleo no país e deve fortalecer a estrutura das empresas para atender à demanda do setor.

A companhia combinada será liderada por Flavio Andrade como CEO e por Eduardo de Toledo como CFO. Marcos Tinti assumirá a vice-presidência de Navegação, enquanto Haroldo Solberg será vice-presidente responsável pelo processo de integração. O novo Conselho de Administração terá sete membros, sendo três independentes. Luís Araujo, um dos conselheiros independentes, será o presidente do colegiado.

A estrutura acionária prevista para a companhia resultante inclui participação de 21,8% para a Vinci Compass, 21,8% para fundos de infraestrutura geridos pela Patria Investimentos, 13% para Flavio Andrade, 10,9% para a BNDES Participações (BNDESPar), 3,8% para executivos da OceanPact e 28,7% em free float no mercado.

As empresas afirmam que a combinação também poderá ampliar iniciativas de sustentabilidade e inovação no setor de apoio marítimo. Entre as iniciativas em curso, a OceanPact mantém programas voltados à redução de emissões e eficiência energética, enquanto a CBO desenvolve projetos de retrofit de motores com uso de etanol como combustível, iniciativa que recebeu prioridade de financiamento do Fundo da Marinha Mercante.

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