
A Brado Logística iniciou a utilização de caminhões movidos a Gás Natural Liquefeito (GNL) em sua operação rodoviária no Maranhão, como parte da estratégia de redução das emissões de carbono no transporte de cargas. Desenvolvido em parceria com a Virtu GNL, o projeto atende inicialmente a rota entre São Luís e o terminal intermodal da companhia em Davinópolis, no sul do estado.
Segundo a empresa, a operação conta atualmente com 81 veículos homologados e já transportou cerca de 1,3 mil toneladas de cargas utilizando a nova matriz energética. A expectativa é ampliar gradualmente o uso da tecnologia para outras rotas nos próximos ciclos de expansão.
O trecho rodoviário integra um corredor logístico multimodal utilizado pela Brado para abastecer o Sudeste do país. Em Davinópolis, as cargas seguem por ferrovia até o terminal da companhia em Sumaré (SP), em um percurso de aproximadamente 2,7 mil quilômetros, considerado o mais longo atualmente em operação no Brasil. No sentido inverso, a malha é utilizada principalmente para o transporte de bens de consumo destinados ao Nordeste.
De acordo com Michelle Braga, gerente executiva de Inovação, Processos e Supply da Brado, a iniciativa faz parte da estratégia de incorporação de soluções de menor impacto ambiental às operações da empresa. "Entendemos que a descarbonização do transporte passa pela integração de diferentes soluções, e o GNL surge como uma alternativa relevante para tornar a operação rodoviária mais consciente. Quando a multimodalidade se une à inovação energética, conseguimos avançar de forma concreta para a sustentabilidade no setor", afirma.
Segundo a Virtu GNL, os caminhões abastecidos com gás natural liquefeito emitem aproximadamente 25% menos dióxido de carbono (CO₂) e até 90% menos óxidos de nitrogênio (NOx) em comparação com veículos movidos a diesel, além de reduzir significativamente a emissão de material particulado.
Para atender à operação, a empresa mantém pontos de abastecimento em Balsas e Santo Antônio dos Lopes, no Maranhão, além de Parauapebas, no Pará. A infraestrutura foi dimensionada para atender ao corredor logístico e permitir futuras ampliações da tecnologia na região.
A Brado destaca ainda que o uso combinado do transporte rodoviário movido a GNL com o modal ferroviário amplia os ganhos ambientais da operação. Segundo a empresa, a multimodalidade pode reduzir em até 85% as emissões de CO₂ em comparação com operações realizadas exclusivamente por caminhões movidos a diesel.
Especializada em logística multimodal, a Brado opera uma frota composta por 33 locomotivas, cerca de 4,7 mil contêineres e mais de 2 mil vagões, além de terminais e armazéns distribuídos pelo país. Já a Virtu GNL atua no desenvolvimento de corredores logísticos abastecidos com gás natural liquefeito nos estados do Maranhão e Pará, com foco em operações de transporte de longa distância.