
A Aena, operadora aeroportuária espanhola e uma das maiores do mundo, venceu o leilão de venda assistida do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro – Galeão com uma proposta de R$ 2,9 bilhões, em certame realizado na B3, em São Paulo. A disputa contou com três participantes e registrou ágio superior a 210%.
O leilão integra o processo de reestruturação do contrato de concessão do aeroporto, conduzido pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) e pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), com o objetivo de garantir a continuidade das operações e viabilizar novos investimentos no terminal. Além da Aena, participaram do certame a atual concessionária RIOgaleão e a Zurich Airport.
Pelo novo contrato, a concessionária deverá contribuir com 20% do faturamento bruto até 2039, além de assumir integralmente ativos, passivos e obrigações relacionadas ao aeroporto. A operação também marca a saída da Infraero da sociedade, que detinha 49% de participação. A reestruturação substitui o modelo anterior de relicitação e incorpora ajustes regulatórios, como revisão de obrigações contratuais e mecanismos de reequilíbrio econômico-financeiro, incluindo a retirada da exigência de construção de uma terceira pista.
O leilão ocorre após um período de reequilíbrio da operação aeroportuária no Rio de Janeiro. Nos últimos anos, medidas voltadas à redistribuição do fluxo entre o Galeão e o Aeroporto Santos Dumont contribuíram para a recuperação da demanda. Em 2023, os dois aeroportos movimentaram juntos 18,9 milhões de passageiros. Em 2025, esse volume chegou a 23,5 milhões, indicando retomada do tráfego aéreo e maior equilíbrio operacional entre os terminais.
O modelo de venda assistida foi adotado como alternativa para garantir a continuidade da concessão com novas bases contratuais, preservando investimentos já realizados e criando condições para expansão da capacidade e melhoria dos serviços. A expectativa é que, com a nova estrutura, o aeroporto acompanhe o crescimento da demanda por transporte aéreo no país e amplie sua relevância na logística e na conectividade internacional.