
A Combitrans, operadora logística de transporte fluvial e rodoviário, está presente na Intermodal South America, maior evento de logística e tecnologia das Américas, que acontece de 14 a 16 de abril no Distrito Anhembi, em São Paulo (SP). Em sua terceira participação no evento, a empresa apresenta seu portfólio de soluções logísticas, com destaque para as balsas SW, modelo exclusivo da companhia que pode emitir até 50% menos carbono e transportar até 126% a mais de carga que balsas carreteiras convencionais. A empresa também irá dar mais detalhes sobre a expansão do transporte rodoviário, que completou um ano em março.
"Nosso objetivo na Intermodal é mostrar ao mercado soluções inovadoras e sustentáveis que já fazem parte da nossa operação. Queremos tangibilizar como alinhamos eficiência logística com responsabilidade ambiental, com serviços que otimizam a cadeia de suprimentos e contribuem para um futuro mais verde e tecnológico no setor", explica Dener Ricardo Guerra, CEO da Combitrans.

Balsas SW
As balsas SW (Swimming Warehouse), armazéns flutuantes de conceito exclusivo e operadas apenas pela Combitrans, seguem como um dos principais diferenciais da companhia. As embarcações atuam na hidrovia Solimões–Amazonas, atendendo a rota Manaus–Belém e Belém–Manaus, considerada estratégica para o abastecimento e desenvolvimento econômico da região Norte.
De acordo com a companhia, a frota composta por 20 SWs possui engenharia aplicada à realidade dos rios da região e são dimensionadas para ampliar eficiência e robustez operacional.
A nova versão das balsas SW apresentada na Intermodal conta com um novo desenho de casco, mais hidrodinâmico e eficiente, além de um novo modelo de hack-híbrido que, além de permitir a verticalização de cargas, possibilita o manejo de diferentes tipos de produtos, aumentando a eficiência.
As novas balsas têm capacidade de até 3.400 toneladas, o que equivale a 90 carretas, e 13 mil m³ de área útil. Com o uso da verticalização, são capazes de transportar até 126% mais de carga que balsas carreteiras convencionais, que comportam em média 1.500 toneladas. Essa eficiência contribui para ganhos ambientais, com potencial de até 50% menos emissão de carbono em determinadas operações.
Além disso, no modelo usual, a carreta pode ficar até 15 dias improdutiva, tempo médio necessário para realizar a rota de ida e volta na hidrovia Solimões–Amazonas. Com a SW, o implemento rodoviário permanece disponível para rodar em terra, aumentando rotatividade e reduzindo custos de ociosidade.
"As SW representam a essência da Combitrans: uma inovação desenhada para a Amazônia, que entrega mais capacidade, segurança e previsibilidade com menor impacto ambiental", comenta Dener.
A SW foi concebida como uma balsa de calado baixo, que favorece a navegação em cenários de variação do nível dos rios. A empresa também aponta que o formato e a operação das balsas contribuem para menor impacto nas margens, uma vez que não geram erosão como pode ocorrer com embarcações maiores em determinados contextos.
Como parte dos protocolos operacionais, a Combitrans orienta seus comandantes e operadores a conduzir os comboios afastados das margens, reduzindo a formação de ondas e evitando interferências em áreas de moradia e circulação de comunidades ribeirinhas. A empresa destaca ainda que atua em trechos de rios muito largos, o que contribui para manter a navegação em corredores mais centrais e minimizar qualquer impacto sobre a rotina de pescadores e atividades locais.
Nesse mesmo compromisso com uma operação mais eficiente e responsável, todas as balsas da empresa contam com placas solares, iniciativa que contribui para reduzir consumo energético a bordo e apoiar práticas de menor impacto ambiental. A companhia também mantém um programa contínuo de inovação e engenharia voltado ao aprimoramento da frota, com estudos e desenvolvimento de embarcações mais aerodinâmicas e hidrodinâmicas, buscando ganhos de desempenho, estabilidade e eficiência no deslocamento.
"O projeto da SW considera as particularidades da navegação amazônica, permitindo o transporte logístico mesmo em períodos críticos do regime dos rios. A combinação de capacidade, calado baixo e rotina operacional planejada aumentam a robustez do serviço ao mesmo tempo em que protegem o ecossistema e todos inseridos nele”, explica João Pedro Vieira Campos, Executivo de Inovação e Tecnologia da Combitrans.
Novos projetos e foco em tecnologia
A Combitrans também apresenta no evento outras inovações e projetos inéditos em fase de estudo para o mercado fluvial. A empresa apresenta o novo projeto de carga fracionada no mercado fluvial, que pode reduzir o tempo de ida e volta na rota Manaus-Belém para menos uma semana. O movimento amplia o alcance do serviço e abre novas possibilidades de
atuação, especialmente com a expansão do e-commerce.
"Na Combitrans, inovação é um trabalho contínuo e acreditamos na capacidade do modal fluvial de atender novas demandas do mercado. Vamos apresentar nossos projetos e entender junto aos clientes, atuais e potenciais, como essas soluções se encaixam nas rotinas e necessidades de cada operação, ajustando especificações, modelos de atendimento e escala para acelerar a aplicação no dia a dia”, afirma Dener.

Expansão para o rodoviário
Em paralelo, a Combitrans consolida um ano de expansão para o modal rodoviário, com foco em cargas lotação/FTL, integrando a etapa terrestre à operação fluvial para oferecer uma logística "porta a porta", que envolve coleta, transporte, armazenagem e entrega.
No período, a empresa estruturou uma base com mais de 700 implementos rodoviários próprios e agregados, com plano de reforço de capacidade, incluindo a entrada de novas carretas siders e novos bitrens, além de ampliar sua presença com
filiais dedicadas ao rodoviário em diferentes regiões do país.
"A expansão para o rodoviário fortalece nosso portfólio e permite integrar modais em um único fluxo, com mais controle de ponta a ponta. Nosso compromisso é seguir investindo para sustentar um crescimento com qualidade e eficiência para clientes em todo o Brasil", explica Dener.
Ao longo desse primeiro ano, a Combitrans ampliou sua presença nacional a partir de uma base já consolidada na operação fluvial, com unidades em Manaus (AM) e Belém (PA), além da sede administrativa em Orlândia (SP) e da unidade de São Paulo (SP). Para sustentar a expansão do modal rodoviário, a empresa inaugurou novas filiais em Goiânia (GO), Itajaí (SC), Contagem (MG), Monte Negro (RS), Fortaleza (CE), Barueri (SP), São Luís (MA) e Curitiba (PR). A companhia projeta a abertura de mais oito unidades em 2026.
Integração de modais amplia competitividade
Única expositora do transporte fluvial na feira, a Combitrans utiliza a Intermodal como vitrine para ampliar o diálogo com o mercado em um momento de busca por operações mais limpas, eficientes e previsíveis. A combinação entre o modal fluvial de alta capacidade e a expansão do rodoviário permite desenhar operações completas, reduzindo interfaces e aumentando a governança do fluxo do embarcador.
A empresa é capaz de coletar a carga no cliente por meio de seus implementos rodoviários próprios e realizar o transporte rodoviário e fluvial, armazenagem e entrega. A operação conta com dois portos próprios em Manaus (AM) e Belém (PA) que somam 195 mil metros quadrados de área com balança rodoviária para controle e prevenção de desvios e área para cross-docking.
A operação fluvial contorna os gargalos e imprevistos das rodovias, garantindo que grandes volumes cheguem ao destino no prazo; integração de ponta a ponta barateia o frete; e a tecnologia das embarcações resolve a pressão do mercado por uma cadeia de suprimentos mais limpa e ecológica.
"Nossa empresa se diferencia pelo domínio especializado do transporte fluvial, integração intermodal inteligente de ponta a ponta, capacidade de movimentar grandes volumes alinhada a rigorosas metas ESG e uma frota tecnológica e inovadora, projetada para garantir eficiência máxima hoje e liderar a sustentabilidade", conclui o CEO da Combitrans.