
A VLI recebeu as últimas unidades de um lote de oito locomotivas destinadas à operação na Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), ampliando a capacidade de transporte ferroviário de cargas conectadas a corredores logísticos que ligam o interior do país aos portos do Sudeste. As locomotivas foram adquiridas junto à Progress Rail, empresa do grupo Caterpillar, em operação iniciada em 2024 com investimento aproximado de R$ 200 milhões.
A incorporação dos equipamentos integra a estratégia de expansão da frota ferroviária utilizada no transporte de cargas ligadas ao agronegócio, à indústria e à construção civil, setores atendidos pela malha operada pela companhia. A entrada em operação reforça a disponibilidade de ativos para circulação em trechos que conectam polos produtivos a terminais portuários e centros de consumo.
Com a conclusão da entrega, a VLI acumula a aquisição de 27 locomotivas desde 2024, totalizando cerca de R$ 600 milhões em investimentos em material rodante. As máquinas pertencem ao modelo EMD SD70ACE-BB e passam a compor a frota empregada na movimentação ferroviária da FCA.
Além da compra das locomotivas, as empresas mantêm relação comercial associada à prestação de serviços de manutenção ferroviária. Em outubro, foi firmado contrato de serviços com duração de dez anos e valor potencial de até R$ 500 milhões, voltado às operações no Corredor Norte. O trecho conecta o estado do Tocantins ao sistema portuário de São Luís e integra rotas utilizadas no escoamento de produção regional.
A aquisição de equipamentos e a contratação de serviços somam aproximadamente R$ 700 milhões em negócios entre as empresas, envolvendo fornecimento industrial e suporte técnico ao transporte ferroviário. O conjunto de investimentos ocorre em contexto de aumento da demanda por capacidade logística ferroviária e atualização de ativos operacionais.
No âmbito regulatório, a prorrogação da concessão da Ferrovia Centro-Atlântica permanece em análise e prevê expansão de investimentos superiores a R$ 30 bilhões ao longo do período contratual. Estudos de demanda indicam incremento superior a 40% no volume transportado na malha, com impactos sobre fluxos de cargas associadas a atividades produtivas e industriais.
O projeto de renovação inclui intervenções em áreas urbanas conectadas à ferrovia, com previsão de obras de mobilidade em municípios atendidos pela malha. Estimativas relacionadas ao programa apontam geração de postos de trabalho vinculados à execução dessas intervenções e à ampliação da operação ferroviária.