
A VLI iniciou o transporte ferroviário de ferro-gusa pela Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), conectando regiões produtoras de Minas Gerais aos terminais administrados pela Vports, no Espírito Santo. A operação foi desenvolvida em parceria com a Vports e a Multilift e envolveu R$ 130 milhões em investimentos conjuntos para integrar os modais ferroviário e portuário e criar uma nova alternativa para o escoamento do insumo siderúrgico.
O ferro-gusa será levado aos terminais capixabas para embarque em navios com capacidade de até 55 mil toneladas. A estrutura também prevê um fluxo de retorno de aproximadamente 30 mil toneladas mensais de coque, utilizado em diferentes aplicações da indústria da construção civil. Segundo a VLI, a operação permite melhorar o aproveitamento dos ativos ferroviários e a eficiência logística do corredor, além de otimizar a relação de emissões de CO₂ por tonelada transportada.
A conexão com a Vports também oferece aos clientes a possibilidade de utilizar embarcações de maior porte, favorecida pelo maior calado dos terminais capixabas. A condição amplia o potencial de ganho de escala nas exportações de ferro-gusa e fortalece a integração entre a produção mineral e a infraestrutura portuária do Espírito Santo.
“A VLI tem o compromisso de apoiar o desenvolvimento da cadeia produtiva dos clientes da siderurgia por meio de soluções logísticas cada vez mais eficientes e aderentes às suas necessidades. Buscamos continuamente alternativas que gerem valor para toda a cadeia, conectando diferentes modais e ampliando a competitividade dos nossos clientes”, afirma Aroldo Cecílio, gerente-geral Comercial da VLI para segmentos Industriais e Minerais.
A operação integra o Corredor Leste da VLI, que conecta o Triângulo Mineiro ao sistema portuário do Espírito Santo pela FCA. Atualmente, a companhia movimenta cerca de 28 milhões de toneladas por ano nesse corredor.
O novo fluxo também amplia a atuação da VLI como Agente Transportador Ferroviário de Cargas (ATF-C) na Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM). Nesse modelo, a empresa utiliza ativos próprios para realizar o transporte, com maior autonomia na programação dos trens e no atendimento aos clientes. Para essa operação, a VLI anunciou investimentos de aproximadamente R$ 600 milhões em locomotivas, vagões, adequações operacionais e contratações em Minas Gerais e no Espírito Santo.